
Rio - O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, não descarta a possibilidade de outros criminosos estarem infiltrados nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A declaração foi dada após a prisão do suspeito de chefiar o tráfico de drogas no morro do Cantagalo, em Ipanema, na zona sul da capital fluminense, Adalto do Nascimento Gonçalves, 28 anos, conhecido como Pit Bull, que estava com um crachá de vigia das obras (foto). "Mais criminosos com crachá podem ser presos", disse o secretário.
Segundo Beltrame, as empresas responsáveis pelas obras do PAC devem consultar o banco de dados da polícia antes de realizar as contratações. "As empresas podem ter esse cuidado quando as pessoas forem contratadas. Eu conversei com o governador para que sejam feitas consultas às fichas das pessoas. Até agora, nenhuma empresa contatou a Secretaria de Segurança, mas a secretaria mantém o banco de dados à disposição", destacou.
A operação que localizou Pit Bull também resultou na prisão de outros quatro suspeitos nos morros do Cantagalo, em Ipanema, e Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro.
O trabalho encontrou um laboratório de refino de cocaína e apreendeu 10 kg de cocaína, uma prensa para compactar grandes quantidades de droga e duas balanças.
Também foram recolhidos um fuzil 762, uma pistola, uma carabina, uma metralhadora, três bombas caseiras e uma de uso exclusivo do Exército, além de seis carregadores, 2,1 mil balas e um colete das Forças Armadas.
O trabalho mobilizou agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais, das delegacias do Leblon e de Combate às Drogas, assim como PMs dos Batalhões de Copacabana e do Leblon. Um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou a região.
As informações são de Ernani Alves, do Terra