Rio - O governador Sérgio Cabral comentou nesta segunda-feira a prisão de Adalto do Nascimento Gonçalves, 28 anos, conhecido como Pit Bull, um dos chefes do tráfico no Morro do Cantagalo, em Ipanema. O bandido estava com um crachá de vigia do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) quando foi capturado.
"Cabe à polícia investigar e saber se era uma carteira verdadeira, se era uma carteira falsa. Porque se os criminosos são capazes de ter metralhadoras ponto 30, imagina falsificar uma carteira. Nós não vamos desmoralizar o PAC porque um vagabundo como esse pega uma carteira de trabalhador do PAC. O PAC é uma obra extraordinária", disse o governador.
Cabral disse ter certeza que "da parte da construtora, que no Pavão-Pavãozinho é a OAS, da parte da Emop e da parte da Secretaria de Habitação, não foi fornecida carteira a um cidadão que não trabalha nas obras e que é criminoso". "Mas nós temos que investigar porque se eu estiver errado, terá que ser alguém punido, mas a minha tese é que provavelmente é mais uma ação criminosa, de tantos delitos que esse cidadão já cometeu", ressaltou.
Durante a operação, que também ocorreu no Morro Pavão Pavãozinho, vizinho à comunidade, outros seis suspeitos foram presos. Contra Pit Bull já havia um mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça a pedido da Delegacia Especial de Atendimento ao Turista (Deat).
O governador garantiu que continuará apoiando a política de confronto com o tráfico, que, segundo ele, beneficia em primeiro lugar os próprios moradores das favelas: "Vocês não fazem idéia dos testemunhos que estamos recebendo de moradores tanto do Complexo do Alemão, quanto da Vila Cruzeiro com as operações. Depoimentos emocionantes das pessoas se livrando ainda que parcialmente do jugo dos criminosos".