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03/01/2009 01:40:00

Capitania cobra prudência de condutores

Capitão considera eficiente sistema de fiscalização na região de Paraty

Celso Oliveira


Rio - A combinação fiscalização rigorosa e prudência dos condutores é, para o capitão dos portos do Rio de Janeiro, capitão-de-mar-e-guerra Wilson de Lima Filho, a única forma de garantir segurança aos turistas e usuários de embarcações. Segundo o militar, o trabalho de inspeções navais feito pela Capitania no estado é eficiente.

“Existe a tendência natural da população de responsabilizar a fiscalização quando ocorre um acidente marítimo. Mas é importante, também, que o usuário siga todas as normas de segurança para o bem da navegação”, afirmou o oficial, que disse ainda não saber ao certo as circunstâncias da morte do turista alemão, investigada pela Polícia Civil e pela Capitania, que tem 90 dias para concluir inquérito.

O capitão Lima Filho informou que as inspeções em embarcações no litoral de Paraty acontecem quase diariamente. A única dificuldade, segundo ele, seriam as condições climáticas, que costumam provocar a suspensão das fiscalizações. Para esse trabalho, a agência da Capitania dos Portos naquele município conta com cerca de 20 militares e quatro embarcações. “É o suficiente”, disse o capitão.

<CW-6>Uma das prováveis causas do atropelamento do empresário — o barco estaria muito perto da praia — é um dos itens verificados pelas equipes da Capitania dos Portos nas inspeções. “Os barcos não podem ficar a menos de 200 metros da praia”, observou Lima Filho.

MULTAS

Os militares também checam os documentos da embarcação e do condutor, o respeito ao limite de lotação de passageiros, as condições gerais de conservação da embarcação e dos equipamentos de salvatagem, como bóias e coletes salva-vidas. As irregularidades encontradas pelos militares são punidas com base na Lei Federal 9.537, de 1997, conhecida como Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário.

“A multa mais branda é de R$ 40. Quem comete faltas mais graves pode ser multado em R$ 3,2 mil, ter a carteira de habilitação cassada e o barco apreendido”, diz Lima Filho. O Disque-Denúncia da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro é o 2233-8412.

OUTROS ACIDENTES NA COSTA BRASILEIRA

22/5/2006
Bombeiros de Angra dos Reis resgatam o corpo de Giovana Aparecida Santos, 29, vítima de acidente entre lancha e traineira, um dia antes. Dois tripulantes da traineira Pena Mar, que seguia da aldeia de Abraão, na Ilha Grande, para Angra dor Reis, foram jogados ao mar: Gerson Paula da Silva, 34, que morreu, e Daniel Francisco da Silva, 21, foi socorrido com uma das pernas feridas. Havia oito pessoas na embarcação no momento do acidente, segundo a perícia.

22/12/2004
O rebocador C-Tornado naufraga no Terminal Marítimo da Baía da Ilha Grande, da Petrobras, em Angra dos Reis. O comandante Geraldo Sandes Pereira, 55 anos, morre e outros três tripulantes são salvos por equipes de resgate.

25/10/2003
Durante passeio de fim de semana em Itacuruçá, na Costa Verde, o estudante Gabriel Borges Soares Silva, 16 anos, morre e a professora Andrea Lisboa Salgado, 33, perde as pernas após serem atingidos pela lancha Pimba Pimbinha, na Praia das Pitangueiras, Ilha de Jaguanum.

26/8/2001
Choque entre duas embarcações perto das ilhas do Brandão e da Jibóia, em Angra , mata Maria de Fátima de Jesus, 30 anos, e fere seu companheiro, o marinheiro Aguinaldo Souza Pimenta, 29.

4/1/2001
Três pessoas morrem — entre elas um adolescente de 16 anos — e outras três ficam feridas em acidente com duas embarcações entre as ilhas de Cunhambebe Grande e Pequena, em Angra dos Reis.

28/8/2000
Onze amigos, moradores de Paty do Alferes e Miguel Pereira, pescavam na Ilha Grande, em Angra dos Reis, quando três integrantes do grupo e um barqueiro morrem no naufrágio do veleiro Salman. Houve pane no motor e a âncora estava solta.

6/9/1998
O iatista olímpico Lars Grael participava de uma competição em Vitória (ES) quando seu barco foi atropelado pela lancha do empresário Carlos Guilherme de Abreu e Lima. Lars teve a perna direita amputada na linha da cintura. O empresário foi condenado a três anos, mas não cumpre a pena em regime fechado.

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