Rio - De agora em diante, está mais difícil a entrada de objetos ilegais, como armamentos e celulares, ou de drogas na área de segurança máxima do Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio.
Uma nova portaria, inaugurada nesta terça-feira pelo governador Sérgio Cabral, terá redobradas a vigilância e a revista das pessoas, funcionários e visitantes, que entarem no setor. Haverá também um centro de monitoramento de câmeras que vigiará atentamente os cerca de 14 mil presos de todo o complexo penitenciário – por enquanto, o centro funciona apenas com imagens recebidas das 16 câmeras do Presídio Bangu 1.
O projeto, que está sendo implantado pelo governo do estado, se constituirá de 196 câmeras. As imagens de todas as prisões irão para o centro de monitoramento no prédio da portaria, de onde poderão ser acompanhadas pelos agentes penitenciários.
A grande novidade da portaria é um scanner, aparelho comprado pelo governo do estado por R$ 1,3 milhão que detecta qualquer tipo de objeto e até substância química, como cocaína e maconha, sob as roupas da pessoa que está entrando no setor de segurança máxima, constituído de 11 prisões e de uma população carcerária de 5,5 mil internos. Nesta área, trabalham aproximadamente 800 servidores. Depois de passar pelo scanner, a pessoa terá de atravessar um pórtico dotado de detector de metais.
Segundo o secretário de Administração Penitenciária, César Rubens Monteiro, o custo do scanner também inclui o treinamento de pessoal para a operação do aparelho e a manutenção do equipamento durante um ano. A empresa que está instalando o aparelho garantiu ao secretário que em dois meses o scanner estará funcionando plenamente.
O scanner fica dentro de um prédio de dois andares, onde funcionará, a partir de agora, a Coordenação de Segurança da Secretaria de Administração Penitenciária, além de um espaço para guardar armamentos e escudos. Os veículos entram através de um pórtico construído ao lado, constituído de uma guarita e de um fosso de onde um servidor fiscaliza a parte inferior do carro. Os pórticos de entrada de pessoas e de carros compõem o Cinturão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário de Gericinó que possui ainda uma cerca dupla e cortante que isola do resto das demais prisões as principais unidades de segurança máxima (Bangu 1, 2, 3, 4 e 5) e as penitenciárias Lemos Brito e Paulo Roberto Rocha e o Presídio Feminino Nelson Hungria.
Foram inauguradas também hoje cinco outras instalações, anexas à portaria, onde funcionarão um mini-auditório, uma creche (para crianças de 1 a 6 anos), um ambulatório médico e um refeitório para servidores que trabalham no complexo.