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31/7/2008 02:32:00

Close na privacidade alheia

Câmera de site de surfe focaliza as janelas de prédio na Barra. Síndica vai à Justiça e à polícia

Andréa Uchôa


A varanda de Sabrina, moradora do condomínio Praia da Barra, fica de frente para as lentes da câmera indiscreta do site. Foto: Uanderson Fernandes / Agência O DIARio - Já foi o tempo em que um vizinho fofoqueiro ou assanhadinho ficava na janela com binóculos bisbilhotando a casa dos outros. Agora, internautas de qualquer lugar do planeta podem invadir a privacidade de moradores do Condomínio Praia da Barra, na Barra da Tijuca, com apenas alguns cliques. As câmeras do site e-surf, que podem dar closes nos corpos de banhistas de Itacoatiara, em Niterói — como O DIA noticiou ontem —, também flagram muito mais que ondas e as condições do tempo na Zona Oeste, se operadas por pessoas mal-intencionadas.

Revoltados com a falta de privacidade dentro de casa, moradores do prédio pretendem entrar na Justiça e acionar a polícia para acabar com a farra dos curiosos de plantão. Eles temem que além de observar os contornos da mulherada e a intimidade dos casais, internautas passem a monitorar a rotina das famílias e da segurança do condomínio para praticar crimes.

CIRCULAR PARA ALERTAR

“Vou acionar o departamento jurídico do condomínio contra esse absurdo que está acontecendo. Pretendemos entrar na Justiça e fazer uma queixa na delegacia”, afirmou a síndica do Praia da Barra, Lígia Cepeda Simão. Ela vai enviar uma circular para os condôminos avisando sobre o problema e orientando-os para que tomem precauções — como fechar as cortinas — enquanto a questão não é resolvida.

Conselheiro da administração do Praia da Barra, Rubens Coelho teme pela segurança dos moradores. “Podem monitorar a segurança do condomínio, verificar alguma falha e observar a rotina das pessoas que vivem aqui para praticar crime”, preocupa-se Rubens Coelho.

Os moradores não imaginavam que uma câmera instalada pelo site www.e-surf.com.br em varanda de um prédio vizinho — na esquina da Avenida Sernambetiba com a Ponte Lúcio Costa — podia ser direcionada por qualquer internauta para onde desejarem, num ângulo de 360 graus. O equipamento tem capacidade de ‘zoom’ acima da média e pode focalizar com nitidez a janela de qualquer apartamento do prédio.

“Estou estarrecido. Nunca poderia imaginar que uma câmera do outro lado da rua podia filmar dentro da minha casa. Que é isso? Minha esposa acabou de trocar de roupa. Isso é um absurdo. Vou à polícia”, revoltou-se o vendedor Valter Otoni Júnior, 25 anos, ainda atônito com a descoberta.

USO DAS IMAGENS PREOCUPA

A analista de sistemas Sabrina Genu, 30 anos, também ficou chocada ao saber da câmera. Ela mora com a mãe, a tia e uma irmã no segundo andar do Praia da Barra, de frente para a filmadora, e também vai procurar a polícia. “Aqui só mora mulher. Isso parece filme. O que é isso? Podem filmar a rua, a praia, mas dentro da sua casa? A sua intimidade? E se colocarem as imagens em sites pornográficos?”, repetia ela, assustada.

A indignação de Sabrina é a mesma das banhistas de Itacoatiara, alvo das câmeras. Qualquer internauta pode mover a câmera pelo computador de sua casa, acionar o zoom e gravar as imagens que quiser.

O site tem três câmeras instaladas em praias freqüentadas por surfistas no Rio: Barra, Itacoatiara e Itaúna (Saquarema). Outros 15 equipamentos filmam o litoral de Santa Catarina, São Paulo e Paraná.

Terça-feira o responsável pelo site afirmara que podia congelar o movimento das câmeras se recebesse queixas, o que, afirma, não acontecera até então.

Volta Redonda: Centro 90% vigiado

Em Volta Redonda, no Sul Fluminense, onde mais de 90% das ruas e avenidas do centro comercial são cobertas por câmeras, a polêmica sobre invasão de privacidade pegou fogo quando elas foram instaladas, há oito anos. Na época, moradores denunciaram que os operadores do sistema estariam captando imagens de dentro de casas e apartamentos.

A prefeitura criou uma comissão de ética para evitar abusos. Ela analisa as imagens, que são gravadas, periodicamente. O grupo conta com representantes de associações de moradores, policiais civis e militares, e membros da OAB e da Associação Comercial.

“Hoje há confiança no sistema. Ele foi ampliado recentemente, a pedido da população, de 28 para 44 câmeras. Elas captam a marca de um maço de cigarro na mão de uma pessoa e ajudaram a reduzir os índices de criminalidade. Nunca mais aconteceu assalto a banco e o roubo de carros caiu mais de 80%”, ressalta o prefeito Gotardo Netto (PMDB).

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