Rio - Personagens de histórias infantis invadiram o Aterro do Flamengo para o lançamento da campanha ‘Ajude a Salvar Nossas Crianças. Cuide Delas no Trânsito’ no Rio, dos ministérios da Saúde e das Cidades, Departamento Nacional do Trânsito e do Detran-RJ, com apoio da Guarda Municipal, da Superintendência da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar. As crianças são o tema da Semana Nacional de Trânsito, mas o projeto será permanente.
Entre as causas externas em 2006, os acidentes de trânsito foram responsáveis por 29,3% das mortes de crianças, entre um e nove anos de idade. Do total, 50,8% são por atropelamento e 19,9% por ocupantes de automóveis. Foram investidos R$ 12,6 milhões em filmes publicitários — que mostram reunião entre os personagens Branca de Neve, Três Porquinhos, Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau, Rapunzel, Príncipe Encantado, Sete Anões e até o Espelho Mágico, para reduzir os índices — cartilhas, mensagens no rádio, Internet e televisão. O objetivo é focalizar o uso de cinto de segurança e cadeirinhas no banco de trás dos carros e conscientizar crianças nas ruas. No material publicitário, os personagens dizem frases como “Só é permitido pela lei sentar no banco da frente após os 10 anos e com cinto de segurança”.
Segundo o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a campanha já tem reservados R$ 120 milhões para o ano que vem. “O Brasil reduziu a mortalidade infantil. Morre-se menos de diarréia, pneumonia, desnutrição e pós-parto, mas as mortes por acidente cresceram. Também vamos fazer campanha para conscientizar motoristas sobre o uso de medicamentos associado à direção”, adiantou.
O ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse que só quem sabe a dor de perder uma pessoa querida em acidente compreende a importância de passar informações para as crianças. “Perdi meu filho de 22 anos em um acidente de trânsito. Com a mensagem da campanha, esperamos que nossas crianças possam cobrar dos pais: ‘papai, você não pode dirigir depois de beber’, ‘papai, por que estou no banco da frente?’”, exemplificou Fortes.
Em 2007, em 85 unidades de emergência de 37 cidades, 1.225 notificações mostram que, entre as crianças de 0 a 9 anos, a bicicleta foi o principal meio de transporte usado pelas vítimas (52,7%). Em seguida, atropelamentos (25,3%) e ocupantes de automóvel (8,6%).