Rio - O clima no local do crime era de revolta. Poucos minutos após o assassinato de Iantorno, dezenas de delegados e inspetores chegaram ao supermercado em busca de informações. Entre lamentações e choro, a única certeza era que o assassino conhecia os hábitos da vítima, por isso agiu com tanta tranqüilidade.
Morador do Recreio dos Bandeirantes há oito anos, Iantorno, assim como fez no sábado e ontem, costumava tomar café-da-manhã no estabelecimento nos finais de semana. No momento em que foi executado, várias pessoas estavam no supermercado. Rapidamente, o local foi evacuado e, somente cinco horas depois, reaberto.
Os delegados Fernando Moraes (ex-Divisão Anti-Seqüestro), Márcia Julião, da 15ª DP (Gávea), e Valéria de Castro, da 61ª DP (Xerém), acompanharam a perícia e ajudaram a consolar o filho da vítima e também policial Alcides Iantorno, o Cidinho. Em determinado momento, o rapaz falou com Moraes: “O senhor é um p. delegado, mas o senhor não é o meu pai”.
Chefe da Coordenadoria de Informação e Inteligência, Henrique Pessoa disse que a polícia está empenhada em identificar os criminosos. “Foi muito cruel.” No IML, o delegado da 37ª DP (Ilha), Fernando Paredes, lamentou: “São 40 anos de história que foram embora”.
REFERÊNCIA
A delegada Valéria, que foi por muito tempo adjunta de Iantorno na 22ª DP e, depois, sua substituta na Polinter, ficou no local a manhã toda. Foi ela quem levou a roupa ao IML para vestir o corpo do colega, que considerava um pai. “Tive ele como referência na polícia.”