Rio - Foi enterrado, na manhã deste domingo, o corpo da menina Adriana Barbosa Simões, 4 anos, que estava desaparecida desde o Dia das Mães e foi encontrada morta neste sábado em um brejo no bairro Jardim Maravilha, em Guaratiba, na Zona Oeste, onde a menina morava com a família. O sepultamento, realizado no Cemitério de Campo Grande, foi marcado por revolta e emoção dos parente e amigos da criança.
Ainda pela manhã de ontem, o delegado Renato Soares Vieira e equipe da 43ª DP(Guaratiba) começaram as investigações. À tarde, o servente de obras Arilson Fidelis dos Santos, 19 anos, vizinho da avó de Adriana, foi chamado para depor na delegacia. Lá, confessou o crime.
“Fiz porque estava com muita raiva do Mauro (pai de Adriana). Quis me vingar”, assumiu Arilson. Em abril, o assassino bateu, na frente de testemunhas, na perna de uma outra filha de Mauro Jorge Simões, 36, com uma vara. Revoltado, Mauro foi tirar satisfação, mas Arilson fugiu. Dias depois, Mauro o pegou de surpresa na saída do trabalho e lhe deu três socos.
Visivelmente alcoolizado, Ary Fidelis dos Santos, 50 anos, pai de Arilson, que sabia do crime desde domingo, também prestou depoimento. Graças à denúncia de moradores da região, policiais da 43ª DP conseguiram solucionar o caso. Já em estado de decomposição, a menina apresentava ferimentos na cabeça, poucos fios de cabelo e corte na virilha — possivelmente feito com facão. Não há indícios de que ela tenha sido violentada.
No Dia das Mães, Adriana acordou e deu um relógio de parede para a mãe de presente, mas logo depois foi para a casa da avó paterna. “Pedi que meu marido a levasse para o almoço, já que um cano tinha estourado e minha casa estava toda alagada”, lembrou Maria Alice Barbosa Pinto, 30 anos, mãe da menina, chorando muito. “Tem que ser muito covarde para uma coisa dessa”, disse.
Na delegacia, Arilson contou que, ao sair de casa, viu Adriana na rua e resolveu colocar sua vingança em prática. Como já a conhecia, não teve problemas em pegá-la. Passou com a menina no colo por um terreno baldio até chegar no brejo, onde a enforcou até a morte.