
São Paulo - O número de casos de dengue em Araraquara, interior de São Paulo - único município paulista a reconhecer uma epidemia da doença esse ano - não pára de crescer, apesar da série de ações desencadeadas entre os moradores. Hoje, a Vigilância epidemiológica confirmou mais 33 casos, subindo dos 589 para 622, em uma população com pouco mais de 195 mil habitantes.
O órgão municipal aguarda o resultado de mais 183 casos suspeitos da doença nas últimas semanas. A ação da Vigilância é montar bloqueios e espalhar as equipes de nebulização nos bairros mais atingidos. Apesar da epidemia e do risco de novos casos, com pouco mais de 110 funcionários para esse trabalho, os agentes ainda enfrentam dificuldade para entrar em algumas casas.
De acordo com a Vigilância, alguns kits foram adquiridos para a emissão de exames suspeitos de dengue caso o Instituto Adolfo Lutz suspenda a confecção dos exames sorológicos de pacientes da cidade. Essa é uma medida extrema usada pelo órgão para atender outras cidades que não estão em uma situação de emergência.
A Prefeitura de Araraquara divulgou também um perfil das vítimas da dengue na cidade. As mulheres são maioria e a população mais atingida está na faixa etária entre 21 e 50 anos. A preocupação com os novos casos ainda sem resultado é grande porque, desde o início do ano, a cidade mantém uma média de confirmação de cerca de 80% do total de suspeitas.
De acordo com dados do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), órgão da Secretaria de Estado da Saúde, atualizados até 28 de março, até então, Araraquara concentrava 30% dos casos de dengue registrados entre janeiro e março no Estado de São Paulo. Na ocasião, a cidade tinha 375 casos da doença oriundos do município enquanto que o total no Estado era de 1.297 casos.
As informações são de Claudio Dias, do Terra