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5/12/2007 01:33:00

Disparo veio da frente de clube

Policiais e peritos concluem que menino foi atingido por tiro saído de prédio ou de favela

Rio - Depois de três horas e 20 minutos de reconstituição do caso de bala perdida no Clube Federal, no Alto Leblon, policiais e peritos concluíram ontem que Hugo Ronca Cavalcante, 12 anos, foi atingido por tiro que partiu de prédio em frente ao estabelecimento ou do Morro Chácara do Céu, localizado na mesma direção.

O tipo exato de projétil ainda não está definido, mas os peritos acreditam que pode ser de calibre 45. Laudo feito ontem por peritos do Instituto Médico-Legal (IML) diz que a bala parece ser maior que as de calibres 40 e 9 milímetros e menor que as de fuzil.

O documento, de duas páginas, também afirma que a bala chegou com pouca força até o garoto, já que não atingiu a parte interna do crânio, o que reforça a hipótese de o tiro ter sido dado a longa distância.

O laudo foi feito a partir do raio-X da cabeça de Hugo, analisado também por radiologistas do IML. Ele será encaminhado hoje ao Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que deve terminar hoje outro laudo sobre o caso. Uma nova reconstituição deverá ser feita porque a polícia ainda não sabe qual a posição exata em que Hugo estava quando foi atingido. A testemunha que tem a informação não compareceu ontem ao clube.

MORRO A 500 METROS

A reconstituição de ontem foi iniciada às 13h07, quando policiais da 14ª DP (Leblon) e peritos do ICCE começaram a procurar pistas no campo de futebol do clube, na Rua Timóteo da Costa, onde o menino foi baleado na cabeça sábado. Três testemunhas que se encontravam com o garoto ficaram no lugar em que estavam quando ele caiu ferido e mostraram o ponto em que a vítima levou o tiro: junto à trave esquerda do gol, voltado para a rua.

“Do local em que Hugo foi baleado até o morro, são cerca de 500 metros. Um tiro de pistola daquele calibre pode atingir mil metros”, explicou o delegado Rafael Meneses.

Segundo o delegado, muitas pessoas afirmaram não ter ouvido barulho de tiro. “Mas se a bala partiu de um dos prédios em frente ao clube, a arma pode ter sido usada com um silenciador”, ressaltou o perito Sérgio Leite.

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