Rio - Na região Metropolitana e no interior do estado do Rio já há milícias atuando, conforme denúncias recebidas pelo Disque Milícia da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (0800 28 20 376), que registrou 160 ligações na primeira semana de funcionamento, ou seja, do dia 30 de junho até esta segunda-feira.
O presidente da CPI das Milícias, deputado Marcelo Freixo (PSol), revelou que algumas denúncias foram sobre a atuação de milícias em áreas até então desconhecidas pelas polícias. Segundo informações, esses grupos antes concentravam-se na capital.
"Ficamos impressionados com a informação de que essas quadrilhas já estão atuando em outros municípios. Talvez as milícias sejam, hoje, o grupo criminoso organizado mais perigoso em atuação no Rio de Janeiro", declarou. O presidente da CPI explicou que informações sigilosas passadas através destas ligações são cruzadas por analistas especializados, convocados pela CPI.
"A população está contribuindo muito com nosso trabalho. O número de ligações foi alto na primeira semana. Agora, vamos trabalhar na seleção e qualificação das denúncias recebidas para evitar contra-informação. Na reunião da CPI desta semana vamos analisar todas as informações obtidas através do disque, dos documentos entregues pelo delegado da 35ª DP (Campo Grande), Marcus Neves, e pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária", informou o parlamentar.
O Disque Milícia atende de segunda a sexta, das 10h às 17h, e a ligação é gratuita.