Rio - O exame de DNA da engenheira Patrícia Amieiro Franco, desaparecida há mais de 60 dias, deu negativo. O material da jovem de 24 anos foi colhido em uma calça de moleton e comparado aos retirados das viaturas em que estavam os policiais militares envolvidos na ocorrência em que ela desapareceu e também em outros dois carros particulares, um deles de um PM. O resultado seria prova de que Patrícia não foi transportada em um desses veículos.
Patrícia desapareceu depois que o carro que dirigia foi atingido por tiros e caiu no Canal de Marapendi, na Barra. Ela voltava da Urca. Policiais do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) são suspeitos do sumiço. Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmou que o carro da engenheira foi atingido por tiros de calibres 380, ponto 40 ou 9 milímetros, os mesmos usados por PMs.
De acordo com o laudo da perícia feita no carro, os tiros foram dados por alguém que estava de frente para o veículo de Patrícia. Mas as marcas de balas só foram descobertas vários dias depois pela família de Patrícia quando o carro estava na oficina. O caso, inicialmente, foi tratado como acidente. A busca pela jovem já se estendeu à Região dos Lagos, mas nada foi achado.