Rio - A Ilha de Brocoió, residência oficial de veraneio do governo estadual, iria servir de esconderijo de drogas caso a polícia não tivesse capturado, na noite de quinta-feira, o traficante Devaldo Antônio Luiz, 32 anos. Ele tentou fugir em um bote a remo, mas acabou alcançado e preso com um tablete de 2,8 quilos de maconha.
A perseguição começou em Paquetá. Quando três homens do Regimento de Policiamento Montado (RPMont) — que fazem o patrulhamento a cavalo da ilha — abordaram o traficante, ele fugiu correndo até o cais e pulou para o barco. Três PMs conseguiram um barco e saíram em perseguição ao bandido. “Remamos muito. De Paquetá para Brocoió é uma distância boa. Dá para cansar”, disse o sargento PM Augusto de Carvalho Soares.
EMBRULHO NO MAR
Assim que aportou na Ilha de Brocoió, Devaldo tentou se livrar da droga, mas foi visto por um soldado do Corpo de Bombeiros, que estava de sentinela. O traficante alegou que havia achado o embrulho no mar, junto às pedras, mas o bombeiro o entregou aos PMs, que chegaram logo depois.
Depois de preso, o bandido foi transferido de madrugada para a 5ª DP (Gomes Freire). De acordo com o sargento Augusto, Devaldo era investigado há dois meses, quando a PM recebeu informações de que o traficante comprava drogas em São Gonçalo e revendia em Paquetá.
Na noite de quinta, o sargento estava em patrulhamento a cavalo, com dois soldados, e reconheceu o traficante, que passava perto do cais carregando os tabletes de maconha.
Aos policiais, Devaldo disse que tentou fugir para a Ilha de Brocoió por ter um primo que trabalha como pedreiro em uma obra. Ele pretendia passar a noite no alojamento dos operários para fugir da polícia.