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24/7/2008 01:33:00

Escritório virtual no Calçadão

Internet sem fio em Copacabana facilita a vida de supervisor que trabalha com quiosques. Ele agora envia seus e-mails à beira-mar. Autônomo que trabalha com fotos manda imagens a turista sem sair de restaurante

Supervisor de marketing, Fábio não precisa ir ao escritório enviar e-mails. Foto: Paulo Araújo / Agência O DIARio - Outra novidade que começa a bombar neste inverno é a Internet de graça na Praia de Copacabana. A rede wi-fi (sem fio), ativada terça-feira, abrange o calçadão e parte das ruas transversais e tem feito muito executivo trabalhar de bermuda à beira-mar. Fábio Colchete, 29 anos, por exemplo, supervisor de marketing de uma cervejaria, agora não precisa se preocupar quando tem que enviar e-mails para o escritório.

“A empresa ia pagar um provedor para mim, mas quando soube que ia ter Internet de graça aqui, desistiu”, brincou Fábio, que checa o fornecimento da cerveja aos quiosques. Já para o angolano Zulu Aasim, morador do bairro, a rede wi-fi ajudará muito seu trabalho. Ele usava seu laptop para baixar fotos de turistas que seus parceiros taxistas tiravam. Se antes ele tinha de levar o computador a um cybercafé, agora ele faz tudo da praia mesmo. “A gente poder ter acesso gratuito na praia nos tira da ‘escuridão’ das LAN houses”, diverte-se.

Zulu e Fábio sabem que não podem dar moleza com suas máquinas devido aos assaltos. O executivo jamais usa as bolsas próprias para notebooks: “Não dá para confiar na sorte. Eu coloco dentro de uma mochila velha”.

Já o angolano prefere evitar o calçadão. “Eu moro aqui em Copacabana e sei bem como são as coisas aqui. Prefiro ficar no restaurante porque tem seguranças, assim posso trabalhar tranqüilo”, disse Zulu. Eles são minoria na cidade: em enquete realizada no DIA Online, nove em cada 10 internautas afirmaram não ter coragem de levar seus equipamentos para a Av. Atlântica.

Fábio e Zulu também concordam em outro ponto. Apesar da mobilidade dos notebooks, eles não hesitam em levá-los para perto da água. “Na areia não dá porque é muito quente e o equipamento é sensível. No calçadão já está ótimo”, afirmou Zulu.

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