Rio - O casal de atores Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert prestaram depoimento nesta quinta-feira na 16ª DP (Barra da Tijuca), sobre a morte do empresário alemão Christian Martin Wölffer durante o reveillón Paraty, no sul fluminense. Segundo os artistas o empresário ainda estava vivo, mas inconsciente quando foi resgatado e levado para a areia, depois de ser atropelado por um lancha.
Fernanda e Rodrigo falaram ao delegado titular da 167ª DP (Paraty), Alesandro Petralanda, na delegacia da Barra, em razão de compromissos profissionais.
O Disque-Denúncia anunciou uma recompensa de R$ 2 mil para quem ajudar a solucionar o caso. A medida já surtiu efeito e fez a 167ª DP (Paraty) receber três denúncias novas até o fim do dia de ontem.
A Secretaria de Segurança enviou um dos coordenadores do Disque-Denúncia até Paraty. Os telefones de contato divulgados para ajudar a polícia são (21) 2253-1177 e 0300-253-1177. “O último número é para os moradores locais e o preço é o de uma ligação local”, afirma Erly Júnior do Disque-Denúncia.
Sem testemunhas do atropelamento, restou à polícia guiar as investigações a partir de quatro denúncias feitas por telefone desde o fim de semana. Em três delas, a 167ª DP anunciou um instrutor de remo de São Paulo como o principal suspeito do acidente. Como o rapaz apresentou três álibis comprovando que não esteve em Paraty no dia da tragédia, foi liberado pelos policiais. Outra denúncia aponta para um bote de 4,5 metros de comprimento abandonado em uma marina de Angra dos Reis. No entanto, o proprietário da embarcação não foi encontrado até agora pela polícia.
OUTRA LANCHA SUSPEITA
Na tarde de segunda-feira foi feita perícia no local do acidente com o empresário alemão e a polícia passou a investigar mais uma lancha, localizada próximo ao Saco de Mamanguá. Ela se enquadra justamente no perfil da embarcação procurada já que os ferimentos de Wölffer atestados pelo Instituto Médico-Legal apontam para o atropelamento feito pela hélice de um barco de pequeno porte. O proprietário foi localizado e vai prestar depoimento.
Cada vez mais a polícia acredita que Wölffer estava se banhando a mais de 200 metros da costa, ou seja, em um lugar impróprio para banhistas. Mesmo assim, caso seja descoberto quem foi o responsável pela tragédia, a pessoa será indiciada por homicídio culposo e omissão de socorro.