O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Rio
 CAPA
 O TEMPO NO RIO
 Epidemia de dengue
 Caramujos
 Cristo Maravilha
 Chefinho da Rocinha
 Fique Vivo
 Rio de Chinelos
 Buraco da Lacraia
 Blog da Segurança
 Força militar
 Mistura Interativa
 Samba de rede
 Pós-pop
Colunas
Parceiros
 
 
28/3/2008 01:37:00

Forças Armadas terão 1.700 militares no combate à dengue no Rio

Rio - Mil e setecentos homens das Forças Armadas entrarão no combate à dengue no Rio. Os militares montarão três hospitais de campanha que funcionarão dia e noite: 1.200 médicos, enfermeiros e técnicos atuarão nas unidades a partir de segunda-feira. Outros 500 militares vão trabalhar na eliminação de focos do mosquito. A epidemia, que já é a mais letal do estado, provocou a morte de 54 pessoas desde janeiro.

“Estamos com um nível de letalidade insuportável. É inaceitável para qualquer autoridade sanitária esse comportamento da epidemia. Nosso problema é que são crianças que morreram e não precisavam ter morrido. Nosso esforço é para evitar que mais crianças morram. Por enquanto, essa é a (epidemia) mais letal”, disse o Secretário Nacional de Atenção à Saúde, José Noronha, após reunião do gabinete de crise.

O hospital de campanha do Exército será em Deodoro. O da Marinha, em Nova Iguaçu. Já a unidade da Aeronáutica funcionará na Barra da Tijuca e será a única em que os pacientes poderão ir diretamente, sem precisar de encaminhamento médico, devido à proximidade com Jacarepaguá, bairro em que a situação está pior.

“A Aeronáutica vai ter uma unidade de triagem no terminal Alvorada, onde médicos selecionarão pacientes e levarão os que precisarem de hidratação para o hospital de campanha da Barra”, explica o secretário estadual de Saúde, Sérgio Côrtes. “A população com sintomas de dengue pode procurar diretamente a triagem no Terminal Alvorada”. Juntos, os hospitais têm 130 poltronas. A previsão é que as unidades funcionem até 31 de maio. “Até lá a epidemia deverá ter se reduzido a níveis adequados”, diz Noronha.

PIOR QUE EM 2002

Desde o início do ano, 43.523 casos de dengue foram notificados e 54 pessoas morreram. Ou seja, a cada 805 pessoas que tiveram a doença, uma morreu. Em 2002, ano da que era até agora a pior epidemia de dengue do Rio, foram registrados 288.245 casos da doença e 91 óbitos — uma morte a cada 3.167 casos.

Devido ao alto número de notificações (ontem foram 1.656 casos na cidade), o estado pretende colocar ônibus para transportar pacientes dos hospitais para as tendas. Além disso, cerca de 500 médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem do estado que estão cedidos aos poderes Legislativo e Judiciário serão convocados para atuar nas emergências. O decreto foi publicado ontem no Diário Oficial.

Ontem, o prefeito Cesar Maia, que não admite epidemia, estava na Bahia para festa de aniversário do Democratas. “Pedi a nosso Senhor do Bonfim que nos ajude, que leve o mosquito em direção ao oceano e nos proteja. Isso é uma energia muito forte que nós temos na Bahia”, disse.

Vários focos em terreno do governo

Vários focos do mosquito da dengue foram encontrados ontem por 70 agentes de saúde e bombeiros na comunidade Vila Arco-Íris, em Curicica, Jacarepaguá. No local, à Rua Sampaio Correia, placas indicam estação de tratamento da Cedae, que estaria desativada.

Os agentes levaram uma hora e meia na inspeção. Eles encontraram caixas d’água mal tampadas, água parada no chão, em manilhas, galões e tanques. Um funcionário se prontificou a cumprir as determinações dos agentes, que também espalharam larvicidas. Hoje, técnicos voltarão lá para conferir a situação.

A Cedae informou que o local foi repassado à Prefeitura do Rio através de convênio firmado há um ano. Procurada, a Rio Águas, do município, informou que não tem responsabilidade sobre o local. Já a Secretaria Municipal do Habitat, que teria herdado as estações da Cedae em comunidades carentes, não soube confirmar se é ou não responsável, mas disse que fará vistoria.

Recursos que deixaram de ser investidos

Dos recursos transferidos à Prefeitura do Rio pelo Ministério da Saúde em 2006, destinados a programas de Vigilância em Saúde, 23% não foram usados, segundo relatório do Tribunal de Contas do Município. Os programas incluem o combate à dengue. A União transferiu R$ 18,12 milhões. Cerca de R$ 5,5 milhões deixaram de ser usados, diz o relatório. Parte da verba foi gasta em contratos com aluguel de ambulâncias e na limpeza de hospitais. Em 2007 foram orçados R$ 18 milhões e pagos R$ 9,2 milhões.

Já segundo o Contas Abertas, pelo menos R$ 47 milhões deixaram de ser gastou em 2007 no estado e município em programas relacionados à dengue. O estado deixou de investir R$ 39 milhões previstos no Orçamento de 2007. Já o município, deixou de investir R$ 8 milhões. O município contesta. O estado afirma que vem aumentando investimentos e que não há limite para ações em emergências de saúde.

Inclua esta matéria no Del.icio.us Inclua esta matéria no Google Inclua esta matéria no Digg Inclua esta matéria no StumbleUpon



Mais notícias...

 MATÉRIAS RELACIONADAS
Dengue: mais 3 vítimas em 8 horas (29/3/2008 23:38:00)

Estado do Rio de Janeiro já tem 55 mortes confirmadas por dengue (29/3/2008 17:38:00)

Morre terceira vítima de dengue no estado somente neste sábado (29/3/2008 15:04:00)

Epidemiologista atribui epidemias de dengue à omissão do poder público (29/3/2008 14:48:00)

Mais duas crianças morrem com suspeita de dengue (29/3/2008 14:01:00)

 
últimas
14:07 - Rio
ONG indiana faz festival de ioga e meditação nas praias do Rio neste domingo

13:05 - Rio
Operação surpresa apreende animais em feira em Caxias

13:05 - Rio
Manifestação reúne 150 pessoas em defesa da permanência de menino de 8 anos no Brasil

12:38 - Rio
Homem é morto a tiros em Realengo

12:34 - Rio
Dois adolescentes são atropelados na Abolição

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho