Mario Hugo Monken
Rio - O empresário Wladimir Francisco Manfrim, 68 anos, foi assassinado a facadas e golpes de foice na noite de quinta-feira em sua casa, na esquina da Estrada do Joá com Avenida Fleming, Barra da Tijuca.
Anderson Silva de Almeida, 29, que trabalhava como caseiro na residência da vítima, foi preso sob acusação de ter cometido o crime. Segundo o delegado Carlos Augusto Nogueira Pinto, titular da 16ª DP (Barra), Anderson matou Wladimir por causa de dívida de R$ 50.
Ainda de acordo com o policial, os dois começaram a se desentender depois que Wladimir não pagou serviço feito por Anderson. Na noite de quinta-feira, o acusado foi cobrar a dívida de R$ 50 e levou uma garrafa com ácido. Eles discutiram e lutaram. Usando faca e foice, Anderson desferiu vários golpes em Wladimir até matá-lo. Em seguida, jogou ácido no corpo da vítima e fugiu.
O empresário foi encontrado morto por amigo no sábado. Como Wladimir não apareceu em encontro que havia marcado com o colega, sexta-feira, no Centro, ele resolveu telefonar. Sem conseguir falar com o empresário, foi à sua casa. Ao chegar lá, achou o corpo e chamou a polícia.
ACHADO PELOS DENTES
A 16ª DP só revelou o crime ontem, depois que prendeu Anderson. Os investigadores chegaram até o acusado porque acharam três dentes na casa da vítima e Anderson estava sem eles, perdidos na briga com o empresário. Segundo a polícia, Anderson foi preso perto da delegacia e confessou o assassinato.
Vizinhos de Wladimir contaram que, na noite do crime, chegaram a ouvir gritos de socorro. Na casa do empresário, havia 50 gramas de cocaína, que seriam consumidos pelo suspeito.
Casa de 3 andares e problemas financeiros
Wladimir trabalhava com a venda de peças de informática e possuía uma empresa do gênero em Cascadura, na Zona Norte do Rio. Separado, ele morava sozinho na casa, de três andares, onde foi morto. A vítima, que vivia no local há mais de 30 anos, deixou dois filhos.
De acordo com moradores do local, o empresário mantinha pouco contato com os vizinhos, recebia muitas mulheres na sua residência e estaria passando por problemas financeiros.
O acusado de ter cometido o crime era bastante conhecido nas redondezas. Segundo moradores da área, Anderson tomava conta de veículos na região e nunca levantou suspeitas. Ele já teve passagem por roubo na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).