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15/06/2007 01:23:00

Fila para contratação

Professores impedidos de fazer inscrição ficam revoltados

Carol Medeiros


Rio - Centenas de professores fizeram fila ontem nas coordenadorias da Secretaria Estadual de Educação na Baixada para se candidatar às 1.250 vagas para turmas de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental. Mas muitos não puderam se inscrever, e houve revolta. “Peguei senha e quando cheguei lá dentro não me deixaram fazer a inscrição”, reclamou Valter Alves da Silva, 48, que chegou às 5h50 para pegar uma das 300 senhas em Nova Iguaçu.

Em Caxias, antes do meio-dia as 200 senhas já tinham se esgotado. Funcionários da secretaria tiveram que distribuir novos números.

De acordo com o órgão, todos os professores que fizeram contrato em 2006 estão impedidos por parecer jurídico do estado de fazer novos contratos. Indignados, muitos professores decidiram ignorar a determinação da secretaria e se inscreveram para o processo de seleção mesmo assim. “Preenchi a ficha e ninguém me perguntou nada. Agora, é esperar o resultado. Há cinco anos dou aulas por contrato”, disse Carla Aguiar, 27, que tentava vaga em Caxias.

Os resultados serão divulgados no site www.see.rj.gov.br. Os professores selecionados serão chamados por telegrama. A previsão da secretaria é que estejam em sala na segunda-feira.

Comissão vai cobrar explicações

O presidente da Comissão de Educação da Alerj, deputado Comte Bittencourt, vai convocar o secretário estadual de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, para esclarecer o repasse de recursos e a partir de quando será concedido o reajuste de 6% prometido aos professores. “Há certa tensão no governo. Por um lado, há problema de gestão na Educação; por outro Barbosa diz que é um problema orçamentário”, diz o deputado. Bittencourt vai pedir explicações sobre o que está sendo feito com o dinheiro que não foi gasto em Educação. Conforme O DIA revelou, a Secretaria de Educação deixou de investir até maio R$ 37,7 milhões em pessoal e merenda.

TUMULTO EM ATO NA BAIXADA

Professores e funcionários da rede municipal de São João de Meriti fizeram ontem paralisação de 24 horas, com protesto na prefeitura. Segundo o Sepe, o ato reuniu e 600 pessoas. Houve princípio de tumulto entre a PM e os manifestantes. Diretor do Sepe, Luiz Carlos de Abreu acusa a PM de ter usado gás de pimenta. “Vamos encaminhar para o 21º BPM (Vilar dos Teles) pedido de esclarecimento sobre a ação truculenta da PM”, reclamou. Comandante do batalhão, coronel Romão Roberto de Melo Vilaça negou o incidente: “O ato foi pacífico’.

O secretário de Educação de Meriti, Claudio Elias da Silva, garantiu levar as reivindicações ao prefeito Uzias Mocotó.

A 1ª Promotoria da Infância e da Juventude do Ministério Público do Rio vai convocar a secretária municipal de Educação do Rio, Sonia Mograbi, para explicar sobre aprovação automática e falta de professores na rede.

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