Andréa Uchôa
Rio - Policiais da 81ª DP (Itaipu) encontraram uma pistola que seria da Polícia Militar, uma granada e carregadores escondidos sob o painel do Corsa Sedan táxi LUY - 5718, placa do Rio de Janeiro, usado na tentativa de assalto que terminou na morte do delegado aposentado e advogado criminalista Rulien Pinto Camillo, 72 anos, terça-feira, em Niterói. O advogado Wilson Louback, 63, amigo do policial, também foi baleado na ação. Ele está internado no Hospital de Clínicas de Niterói.
O veículo está em nome do taxista Diogo Soares Gonçalves, o Didi, 27 anos, um dos dois acusados de participar da morte do policial que já está preso. Didi foi detido logo após o crime na companhia de Rafael Faria, 23 anos. Eles estavam no táxi usado na ação. A dupla, que teve a prisão temporária por 30 dias decretada nesta quarta pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Niterói, Carlos Eduardo Freire Roboredo, estão presos na carceragem da 76ª DP (Centro de Niterói). Agentes da delegacia de Itaipu vão tomar daqui a pouco novo depoimento dos suspeitos.
De acordo com investigadores da 81ª DP, a pistola encontrada sob o painel do táxi está com a numeração raspada e pertenceria a Polícia Militar. Os agentes suspeitam que a arma tenha sido roubada. A polícia afirma que Didi usava seu táxi nos crimes para não levantar suspeitas.
A polícia já identificou outros cinco homens acusados de integrar a quadrilha de assaltantes que agiria em Niterói há cerca de quatro meses. O bando é formado por bandidos do Morro do Pinto, no Centro do Rio, e da Penha Circular, na Zona Norte. Os suspeitos estão foragidos e não tiveram os nomes revelados.
O delegado aposentado foi morto, na terça-feira à tarde, ao reagir a tentativa de assalto na saída do Unibanco da Estrada Francisco da Cruz Nunes, em Itaipu, na Região Oceânica de Niterói. Ele estava acompanhado por Louback e acabara de sacar R$ 9 mil. Rulien foi sepultado nesta quarta à tarde no Cemitério do Maruí, no Barreto, Niterói.