Rio - Superlotada de presos que são policiais ou têm Ensino Superior — entre eles 20 detidos na Operação Furacão 2 e 15 capturados na Furacão 1, realizadas pela Polícia Federal (PF) —, a carceragem do Ponto Zero, em Campo Grande, vai ser ampliada. A unidade abriga no momento 119 detentos, 50 acima da sua capacidade.
Para desafogar a carceragem, o Ponto Zero terá celas no prédio onde funcionava a 6ª Delegacia de Acervo Cartorário (Deac), transferida para a Rua Bernardo de Vasconcelos, em Realengo. O edifício, de dois andares e com 20 cômodos, fica em frente ao Ponto Zero.
Antes de ser transformado em carceragem, o prédio passará por uma reforma. Segundo o diretor da Polinter, Herald Paquete, não há previsão de quando as obras vão ser concluídas.
Entre os presos pela Furacão encarcerados no Ponto Zero estão os delegados da PF Carlos Pereira da Silva e Susie Pinheiro Dias de Mattos, os policiais civis Marcos Antônio dos Santos Bretas, o Marcão, e Jorge Luís Fernandes, o Jorginho, e o contraventor Ailton Guimarães Jorge, o Capitão Guimarães, que é formado em Letras.