O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Rio
 CAPA
 O TEMPO NO RIO
 Epidemia de dengue
 Caramujos
 Cristo Maravilha
 Chefinho da Rocinha
 Fique Vivo
 Rio de Chinelos
 Buraco da Lacraia
 Blog da Segurança
 Força militar
 Mistura Interativa
 Samba de rede
 Pós-pop
Colunas
Parceiros
 
 
23/6/2007 19:32:00

Operação Furacão: Bens de 240 na mira da Justiça

Familiares, sócios e empresas ligados a presos vão ser investigados atrás de provas de enriquecimento ilícito

Flávia Duarte, Maria Mazzei e Paula Sarapu

Rio - O Ministério Público Federal investigará cerca de 240 pessoas e empresas que tenham ligação com os presos da Operação Furacão 1 em busca de provas de enriquecimento ilícito. Já foi solicitado à Receita Federal levantamento das variações de renda e patrimônio dos suspeitos nos últimos cinco anos. Empréstimos e negociações de imóveis, usados freqüentemente para encobrir lavagem de dinheiro ilegal, também serão analisados.

Levantamento realizado por O DIA mostrou que policiais presos na Operação Furacão 2 são donos de imóveis de valores incompatíveis com os salários de servidor público. Em média, um inspetor de polícia ganha R$ 2 mil. As investigações do Ministério Público Federal que estão começando deverão ser ampliadas, para incluir os novos denunciados.

Pela lei da lavagem de dinheiro, cabe ao acusado provar a legalidade de seus bens e recursos quando ele já está respondendo por crimes como formação de quadrilha, contrabando e contra a administração pública. Os mais de R$ 20 milhões em dinheiro e bens apreendidos com os presos, na operação de 13 de abril, dão mostra do poderio econômico da máfia que explora jogos ilegais.

Os bicheiros são conhecidos pela ostentação de riqueza, mas surpreende o nível de vida de alguns policiais presos na Furacão 2. A casa de veraneio num condomínio de luxo de Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói, estaria acima do que o inspetor da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) Paulo Roberto de Carvalho Moreira da Silva, o Boca, poderia pagar como funcionário público. Ele é um dos quatro foragidos.

A investigação da Polícia Federal ressalta que Boca engordava o orçamento fazendo segurança de casas de bingo e boates em Copacabana. Com vigilância reforçada, o Ubá Camboinhas abriga residências com área de lazer própria, avaliadas entre R$ 260 mil e R$ 600 mil. A vizinhança é de empresários, médicos e juízes.

Com salário de R$ 2.200 (R$ 1.900 com descontos), Ronaldo Rodrigues, inspetor de polícia de 4ª classe na Coordenadoria das Delegacias de Acervo Cartorário, mora em apartamento de três quartos no condomínio Varandas de Botafogo, na Rua Visconde Silva. Só o condomínio custa R$ 500.

Já o oficial de cartório José Alexandre dos Santos, lotado na Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas, deixou há três meses o apart-hotel São Clemente Residence Service, em Botafogo. Por dois anos, ele e a família usufruíram dos serviços do flat, como academia de ginástica, cyber café (lanchonete com computadores), piscina, sauna, churrasqueira, lavanderia e arrumadeira. Pagava R$ 1.700 pelo aluguel do apartamento de dois quartos, no bloco 2, e R$ 650 de condomínio. Na vaga da garagem, Peugeot 206.

Levantamento em imobiliária indica que os apartamentos dos inspetores Luiz Carlos Rodrigues e Luiz Henrique Rossetti, nos condomínios Barra Bali e Special Bali, na Barra da Tijuca, custam R$ 200 mil. O relatório da PF também aponta que o inspetor Armando Jorge Varella de Almeid, lotado em aeroporto do Rio, mora num apartamento na Rua Bolívar, em Copacabana, próximo ao Corte do Cantagalo. O custo seria de R$ 1.500.

R$ 1,42 milhão

Segundo relatório da Federal encaminhado ao Ministério Público Federal, as “despesas da organização criminosa” variavam conforme o órgão e suas atribuições. Em lista apreendida na sede da quadrilha, um apartamento de Júlio Guimarães, denominado Preta, na Tijuca, constam os valores pagos a cada um. No total, o gasto chegava a R$ 1.420.600.

A Polícia Civil recebia o maior valor: R$ 848.600. As polícias Militar e Federal empataram com R$ 240 mil. Políticos mereceram R$ 23 mil. O escritório saía por R$ 45 mil e a folha de pagamento de funcionários era de R$ 61 mil. A propina paga aos federais era principalmente para não reprimir caça-níqueis — R$ 230 mil. O restante era para não coibir jogo do bicho. Na Polícia Civil, a relação era inversa. Para o MPF, isso ocorria devido às atribuições de cada unidade.

Mais notícias...

 MATÉRIAS RELACIONADAS
Furacão faz lotar Ponto Zero (23/6/2007 00:58:00)

Muito poder de mando (22/6/2007 01:42:00)

Policiais do bicho viviam em alto luxo (22/6/2007 01:49:00)

Candelária usada para pagar propina (21/6/2007 01:28:00)

 
últimas
14:07 - Rio
ONG indiana faz festival de ioga e meditação nas praias do Rio neste domingo

13:05 - Rio
Operação surpresa apreende animais em feira em Caxias

13:05 - Rio
Manifestação reúne 150 pessoas em defesa da permanência de menino de 8 anos no Brasil

12:38 - Rio
Homem é morto a tiros em Realengo

12:34 - Rio
Dois adolescentes são atropelados na Abolição

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho