Rio - Os cinco jovens acusados de roubar e agredir a empregada doméstica Sirlei de Carvalho, 32 anos, sábado de madrugada, na Barra da Tijuca, tiveram a prisão temporária prorrogada por mais dez dias. Na manhã desta terça-feira eles se negaram a fazer uma acareação, na 16ª DP (Barra da Tijuca).
No entanto, em conversa informal com os delegados, eles informaram que o técnico de informática Leonardo Andrade, 19 anos, não espancou a doméstica. Ele somente teria ficado olhando e rindo, versão confirmada por Sirlei.
Essa versão foi confimada por Sirlei, que esteve na delegacia para reconhecer os dois últimos jovens, que foram presos nesta segunda. Os policiais capturaram, de manhã, o estudante de Direito Rubens Arruda, 19 anos, na casa de um amigo, na Ilha do Governador. No final da noite, o estudante de Turismo Rodrigo Baçalo, 21 anos, decidiu entregar-se na 16ª DP (Barra).
Transferidos na Polinter
De acordo com o delegado titular da 16ª DP, Carlos Augusto, os cinco pitboys dividem a mesma cela, de cerca de dois metros de comprimento por 1,5 metro de largura, sem camas ou colchonetes. Durannte a tarde, eles foram transferidos para a carceragem da Polinter.
O taxista Marcos Ramalho, 48, que viu o ataque à doméstica e anotou a placa do carro para entregar a polícia, conta que as pessoas agredidas não prestam queixa na delegacia e que alguns trazem até uma camisa dentro da bolsa à espera das agressões dos pitboys.
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