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29/6/2007 02:00:00

Lista de bandidos na mira

Rio - A operação montada para tentar chegar aos pontos mais perigosos do Complexo do Alemão não tinha como objetivo prender apenas o chefe do tráfico no local, Antônio José de Souza Ferreira, o Tota. Além dele, a polícia também buscava armas, drogas e uma lista de outros bandidos importantes no tráfico local. Um deles, Jairo César da Silva Caetano, o Gerinho, acabou morto no confronto. Mas Alexander de Jesus Carlos, o Choque, conseguiu fugir junto com Tota. Esse último não escapou ileso: foi ferido, atingido por um tiro de raspão na perna.

Antes de chegar ao Areal, os agentes da Drae estiveram na casa de Vagner Arruda Gazeta, 36 anos. Gerente das bocas-de-fumo da localidade conhecida como Pedra do Sapo, ele fugiu, deixando para trás fileiras de cocaína em cima da mesa de sua casa. Duas casas depois, no mesmo Beco do Coruja, porém, ele acabou preso pela Delegacia de Homicídios Centro (DH).

Outro alvo da polícia na operação era o traficante Luciano Pezão, um dos homens de confiança de Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP, dono do tráfico de toda a Penha e que está preso na penitenciária de segurança máxima de Catanduvas, no Paraná.
Pezão conseguiu escapar, assim como Léo Barrão, que controla o tráfico na Vila Kennedy e na Metral, em Bangu, mas está refugiado na Grota desde que o 14º BPM (Bangu) ocupou as favelas que domina.

RISCO DE INVASÕES

Com o enfraquecimento do tráfico no Complexo do Alemão, o coordenador das Delegacias Especializadas, Alan Turnowski, acredita que a polícia terá que impedir invasões a outras favelas. “Nós temos que nos desdobrar, tendo em vista que essa própria quadrilha está enfraquecida com o cerco”, analisou.

Na ação de quarta-feira, segundo o chefe de Polícia Civil, Giberto Ribeiro, agentes chegaram a cercar 20 traficantes na localidade do Areal, mas às 16h30 tiveram que deixar a região pela segurança da comunidade. “Há necessidade de se preservar vidas que estão lá dentro. Tínhamos que encerrar a operação com o dia ainda claro. Por isso, saímos mesmo em um momento que já havíamos conseguido cercar parte do grupo do Tota”, informou.

Em nota oficial, a Chefia de Polícia Civil desmentiu as declarações do presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB, João Tancredo, de que pelo menos 10 dos 19 mortos na operação não seriam bandidos e que alguns apresentariam sinais de facadas.

Segundo a nota, todos foram baleados. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, garantiu que todas as mortes foram resultado de confrontos. Tancredo reagiu, afirmando que só repetiu denúncias feitas por moradores.

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