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29/6/2007 09:56:00

Grupo de amigos gays é vítima de discriminação em bar do Flamengo

Duas meninas se beijam, dono pede para parar e caso vai para a delegacia

Celso Brito


Rio - O encontro de um grupo de amigos no Bar Mofo, na Rua Barão do Flamengo, no Flamengo, Zona Sul, para comemoração do aniversário da estudante de comunicação Juliana Rocha, 24 anos, terminou, na madrugada desta sexta-feira, na 9ª DP (Catete).

O grupo comemorava também o dia do Orgulho Gay, mas, o beijo do casal de universitárias Rebeca Faertes de Oliveira, 22 anos, e Juliana Pereira das Neves Fernandes, da mesma idade, que demonstrou  publicamente a homossexualidade do grupo, foi o motivo da discórdia que resultou em queixa na delegacia.

O gerente, identificado pelas vítimas como Luciano Pires, e o dono do bar, identificado apenas como Yan, são acusados de discriminação.

Segundo o economista Klaus Maia, 22 anos, que participava da comemoração, não houve nenhum excesso por parte das meninas, apenas um gesto carinhoso e nada mais. "Elas apenas se beijaram como qualquer casal, mas o garçon foi até a nossa mesa e falou que o gerente não queria que elas se beijassem porque os clientes estavam sendo incomodados".

Sentindo-se discriminados, o grupo fez questão de ir à mesa de alguns dos clientes que estavam no bar para perguntar se estavam sendo incomodados, mas ao contrário do que dizia o gerente, receberam o apoio de todos.

"Alguns dos clientes abordados chegaram a chamar o gerente para dizer que o grupo não estava incomodando", contou Juliana Rocha.

O dono do bar, chamado pelo gerente, disse o seguinte para o grupo de amigos, segundo Klaus Maia : "Eu não quero transformar o meu bar um ponto de encontro para GLS". A frase, conforme o economista, caracterizou a discriminação e fez o grupo tomar a decisão de registrar queixa na delegacia.

Porém, após o relato do ocorrido, ouviram dos policiais que deveriam voltar pela manhã para fazer o registro. Depois de muita insistência, o inspetor que registrou o caso disse, segundo Rebeca Faertes, que, apesar de não considerar o fato um crime, iria fazer o registro. Revoltadas com o descaso e com a discriminação, as vítimas pretendem formular denúncia e encaminhar ao grupo Arco-Íris para pedir providências junto as autoridades.

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