Rio - A Polícia Federal deflagrou na tarde desta terça-feira a terceira fase da Operação Hurricane, com desdobramentos na manhã desta quarta. O objetivo era cumprir 13 mandados de prisão, inclusive de policiais federais, e cinco mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Segundo o superintendente regional da Polícia Federal no Estado do Rio de Janeiro, Delci Carlos Teixeira, oito pessoas foram presas nesta quarta. Quatro já haviam sido detidas e uma continua foragida. Nenhum material foi apreendido
Entre os presos estão delegados da Polícia Federal, escrivãos e um ex-deputado. São eles: o delegado da PF Flávio Furtado; delegado aposentado da PF Oswaldo da Cruz Ferreira e sua esposa Fátima Ferreira; Carlos Alberto Araújo e Sebastião Miranda Monteiro, que são agentes da PF e escrivãos da fazendária; Marcos Vinícius Saraiva, digitador contratado na fazendária; José Ferreira do Nascimento, o Zé Índio, que é ex-deputado federal de SP; e Wuber Correia da Silva, que é advogado em Brasília (DF). Gustavo Henrique, que é advogado em Cuibá (MT), está foragido no exterior. Os dois advogados e os ex-deputados são acusados de fazer lobby na CPI dos Bingos.
Os cinco mandados de prisão, três em imóveis e dois em escritório e casa de um empresário, não foram cumpridos.
Na primeira operação, em abril, foram presos como líderes da quadrilha os bicheiros Antônio Petrus Kalil, o Turcão; Aílton Guimarães Jorge, o capitão Guimarães (ex-presidente da Liga das Escolas de Samba do Rio); e Aniz Abrahão David, o Anísio (presidente de honra da Beija-Flor).
Também foram detidos magistrados envolvidos em um esquema de venda de decisões judiciais em benefício de bingos e máquinas caça-níqueis. No mês passado, a segunda fase da operação foi deflagrada para o cumprimento de 37 mandados de prisão, a maioria contra policiais civis e federais, que recebiam mesadas entre R$ 3 mil e R$ 30 mil.