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5/7/2007 01:50:00

Pitboy: nova acusação

Jovem reconhece Rubens como agressor que o espancou com socos, pontapés e pedra

Vânia Cunha


Rio - Mais uma vítima que diz ter sido agredida pelos pitboys da Barra da Tijuca prestou depoimento ontem na 16ª DP (Barra). O estudante Paulo Roberto, 18 anos, afirmou que foi espancado e reconheceu o universitário Rubens Arruda Bruno, como um dos agressores. Segundo o delegado Carlos Augusto Nogueira, Paulo Roberto contou que Rubens usou uma pedra para bater, principalmente, em sua cabeça. Rubens e Leonardo de Andrade — que, de acordo com o delegado, havia confessado a agressão ao estudante — podem ser indiciados por tentativa de homicídio.

Em depoimento, Paulo Roberto disse que estava com conhecidos numa praça, perto de posto de gasolina, quando Rubens e os amigos chegaram. Segundo as investigações, os acusados foram para o local após agredir a doméstica Sirlei Dias de Carvalho num ponto de ônibus da Av. Sernambetiba, há 12 dias.

PEDRADAS

Paulo Roberto afirmou que cumprimentou um conhecido, o mesmo que Rubens havia cumprimentado minutos antes, e que, por esse motivo, o universitário foi tomar satisfações e quis começar uma briga. “A vítima chegou a dizer que não queria brigar, mas Rubens disse que queria, sim. E partiu para cima dele. Tonta, a vítima caiu. Paulo Roberto disse que ainda ouviu Rubens gritar para os amigos: ‘Vamos pegar só ele que está no chão, está tonto’. Uma covardia”, criticou o delegado.

AINDA COM FERIMENTOS

Com os braços sobre o rosto, a vítima ainda tentou se proteger dos socos. Ele disse que não conseguiu ver os rostos dos outros agressores, mas afirmou ter apanhado de quatro ou cinco pessoas. Os amigos dele fugiram. Um segurança e um funcionário do posto de gasolina correram para ajudar o rapaz, que foi socorrido no Hospital Lourenço Jorge.

Ainda assustado com a agressão e com medo de represálias, Paulo Roberto esteve ontem pela primeira vez na delegacia, onde registrou a agressão e reconheceu Rubens. Segundo o delegado, ele ainda estava com ferimentos na cabeça e hematomas pelo corpo, e foi encaminhado para exame de corpo de delito.

O delegado vai ouvir outras testemunhas. Ontem, ele pediu a prisão preventiva e relatou ao Ministério Público o inquérito sobre a ex-frentista Vanessa, que acusou Leonardo e Rodrigo Bassalo de roubo à mão armada, dia 1º de março. Leonardo, Rubens, Rodrigo, Felipe Macedo Neto e Júlio Junqueira também foram indiciados por tentativa de latrocínio, formação de quadrilha e lesão corporal, no caso de Sirlei.

Rapaz nega agressão a estudante na Lagoa

Um dos três jovens acusados de agredir o estudante Paulo André Pinheiro, 23 anos, e seu amigo, identificado apenas como Anderson, 22, na madrugada de sábado, na Lagoa, com socos, pontapés e golpes de barra de ferro, prestou depoimento na 14ª DP (Leblon), no final de noite de ontem. Roberto Antonio dos Reis, 25, negou as agressões, mas foi reconhecido por Anderson.

Paulo André está internado no CTI da Clínica São Vicente, na Gávea. Segundo depoimento de Anderson, ele levou duas pancadas de barra de ferro na cabeça e teve duas costelas quebradas. O rapaz está com um coágulo no cérebro e seu estado de saúde inspira cuidados.

Paulo e Anderson saíam de festa no Clube Monte Líbano quando foram abordados pelos agressores. O trio começou a espancá-los. Quando Paulo estava caído no chão, dois PMs chegaram e deram voz de prisão a um dos agressores, que portava o pedaço de ferro. O agressor entrou em contato com o tenente dos Bombeiros Leandro Quaresma, que teria convencido os policiais a não fazer o registro. Os outros dois fugiram com a chegada da polícia.

O oficial identificou os três agressores e foi reconhecido por Anderson. O bombeiro poderá ser punido. Os PMs que liberaram o agressor — o sargento Édson Braga e o soldado Alcenir Cabral, do 23º BPM (Leblon) — foram presos administrativamente.

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