Rio - Em assembléia realizada na manhã desta segunda-feira, os policiais civis do Rio decidiram fazer uma paralisação de 48 horas, a partir desta segunda-feira. Além dos investigadores, os peritos e papiloscopistas também entram em greve.
Os policiais reivindicam a reposição da perda de uma gratificação especial que foi retirada dos salários dos policiais civis e repassada para delegados, policiais militares e bombeiros. A gratificação representa cerca de 60% dos salários dos policiais, que recebem, em média, R$ 1.200.
O secretário estadual de Gestão e Planejamento, Sérgio Ruy, informou que não tem como dar reajuste para a categoria, alegando que o estado está com fluxo negativo.
Uma nova assembléia será realizada na quarta-feira. Durante o Pan, a categoria vai realizar a operação "código-de-processo-penal", que significa cumprir o artigo 6º do código penal, onde determina presença de delegado nos locais de crime.
Confusão no IML
Por volta das 13h40 desta segunda, um grupo de policiais civis invadiu o Instituto Médico Legal, na Rua Mem de Sá, no Centro do Rio, para impedir que peritos continuassem a trabalhar e a liberar corpos.
Segundo a Rádio CBN, funcionários do local tentaram impedir, mas não conseguiram evitar a entrada dos agentes. Há muitos corpos nos corredores do IML e o cheiro é terrível, o que denuncia as péssimas condições de trabalho.
Houve tumulto na porta do IML e parte da Rua Mem de Sá foi interditada. Apenas uma faixa está liberada ao tráfego e há congestionamento. Motoristas devem evitar a área.