Rio - O setor hoteleiro do Rio ficou “agradavelmente surpreendido” com as taxas de ocupação dos hotéis durante a abertura dos Jogos Pan-Americanos. Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis – ABIH, Ângelo Vivacqua, a média geral em toda a cidade foi de 85%, chegando a 95% na região da Barra da Tijuca e São Conrado. Essa taxa, no entanto, tende a cair, à medida em que dirigentes e chefes de delegações encerrem sua participação no Pan.
Para o vice-presidente da ABIH, no entanto, essa queda tende a se recompor com a demanda das férias escolares. Vivacqua explicou que, independentemente da realização dos Jogos Pan-Americanos, a indústria do petróleo continua sendo um forte alimentador da ocupação, graças, principalmente, à presença de grupos de executivos e técnicos, a que se junta a realização de convenções e encontros comerciais do setor no Rio de Janeiro.
- O clima de alto astral que domina a cidade desde a fase preparatória ajudou a criar esse ambiente de festa a que estamos assistindo todos os dias - disse Vivacqua.
Para ele, a combinação de alguns fatores, como a maior percepção na segurança, os eventos prévios na Zona Sul e a eleição do Cristo do Corcovado como uma das novas Sete Maravilhas do mundo, entre outros, foram determinante para a criação desse clima
Para atender à demanda de turistas, as redes hoteleiras entraram em ação três anos antes, investindo em novos empreendimentos, especialmente na Barra da Tijuca e Zona Sul. Só nessa região foram construídos 17 novos hotéis enquanto outras redes realizaram reformas e ampliação de serviços em suas unidades. Ao todo, foram acrescentados mais três mil quartos à rede hoteleira da cidade.
- Não apenas os hotéis, mas toda a sociedade, mostraram que a cidade se preparou para esse acontecimento extraordinário que é o Pan. As altas taxas de ocupação dos hotéis são mais um exemplo da capacidade que a cidade tem para organizar eventos desse porte - disse o secretário de Turismo, Esporte e Lazer, Eduardo Paes.