O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Rio
 CAPA
 O TEMPO NO RIO
 Epidemia de dengue
 Caramujos
 Cristo Maravilha
 Chefinho da Rocinha
 Fique Vivo
 Rio de Chinelos
 Buraco da Lacraia
 Blog da Segurança
 Força militar
 Mistura Interativa
 Samba de rede
 Pós-pop
Colunas
Parceiros
 
 
25/8/2007 01:18:00

Cabral acusa o golpe

Governador retira da Alerj proposta de aumento-muleta parcelado em 24 vezes, anuncia o envio de reajuste linear de 4% a partir de setembro e reabre negociações salariais para 2008

Rio - O governador Sérgio Cabral (PMDB) cedeu à pressão dos servidores e decidiu rever o aumento salarial do pessoal da Segurança Pública, Saúde e Educação. Cabral vai enviar à Assembléia Legislativa (Alerj) projeto de reajuste de 4% em parcela única, a ser pago a partir de setembro. O índice vai substituir projeto anterior, de 25% parcelados em 24 meses, que vinha sendo apelidado pelos servidores de aumento-muleta, em referência ao fato de Cabral ter aparecido em público usando muletas por causa de um estiramento na panturrilha.

A nova proposta deve ser votada pela Alerj na terça-feira, segundo o líder do governo, deputado Paulo Melo (PMDB). Se houver emendas, a votação deve ficar para quinta-feira. Melo explicou que o governador também vai reabrir as negociações salariais com os servidores, como vinham reivindicando as categorias.

A esperança do governo é pôr fim aos protestos do funcionalismo. Desde o dia 15, quando Cabral anunciou o reajuste parcelado, policiais civis, professores e funcionários da Saúde vêm fazendo manifestações contra a proposta. A última, na quinta-feira, parou o Centro do Rio. Policiais civis usaram mordaças para protestar contra a decisão da Corregedoria de Polícia de investigar os agentes que pediram esmolas à população em frente ao Palácio Guanabara, em ato na terça-feira. Servidores também usaram muletas para ironizar a proposta de reajuste parcelado.

As negociações para convencer Cabral a rever o projeto envolveram o líder do governo e o presidente da Alerj, deputado Jorge Picciani (PMDB). Os dois temiam desarticular a base de apoio a Cabral na Casa, porque deputados da bancada governista estavam descontentes por não terem sido ouvidos antes da apresentação da proposta de parcelar o reajuste e por estarem sendo pressionados pelos servidores. Pelo menos 25 dos 70 integrantes da Alerj devem concorrer a prefeituras no ano que vem e não querem ficar mal com o funcionalismo, categoria forte, especialmente em algumas cidades do interior do estado.

Apesar de Cabral ter tomado a decisão ontem, após reunião com Melo, o assunto já havia sido discutido na manhã de quinta-feira, em encontro dos dois com Picciani, na casa do governador, no Leblon. O índice de 4% em parcela única foi proposto pelos líderes partidários da Alerj, em reunião quarta-feira, no gabinete de Picciani. Além de reivindicarem índice único para este ano, os líderes também propuseram que, em 2008 e em 2009, o reajuste seja aplicado semestralmente, em vez de parcelas mensais, como queria o governador.

“O governo demonstrou sensibilidade”, afirmou ontem o presidente da Alerj. Picciani lembrou que Cabral está há apenas oito meses no governo e já abriu a discussão sobre a reposição salarial dos servidores. “Ele sinaliza para o principio constitucional de reajuste anual”, acrescentou o deputado.

O impacto na folha do estado neste ano será de cerca de R$ 51 milhões, de acordo com o deputado Luiz Paulo (PSDB). O tucano elogiou o ato do governador. “Foi uma decisão sensata. Era o desejo da maioria dos deputados”, disse Luiz Paulo. Na segunda-feira, os líderes partidários voltam a se reunir à tarde na Alerj para definir a tramitação da nova proposta.

Educação festeja, mas greve segue

A notícia de que o governo faria alterações no projeto de reajuste pegou os profissionais da Educação no meio de assembléia na tarde de ontem. A categoria comemorou muito a retirada da proposta da Alerj, mas acredita que a guerra ainda não tenha terminado. Por isso, a greve, que já dura 10 dias, prossegue até quarta-feira, quando vai acontecer uma nova assembléia.

“O balanço é positivo, mas temos a preocupação de que a nova proposta mude pouca coisa”, disse Danilo Serafim, coordenador do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação). A assembléia contou com 1.500 pessoas, segundo o Sepe. Os presentes vibraram como torcida no Maracanã após um gol ao saberem da retirada do projeto.

Os sindicalistas demonstraram preocupação com o corte de ponto. “Já falamos com a Secretaria de Educação que, se houver corte, não haverá reposição das aulas. Não queremos prejudicar os alunos, mas a responsabilidade agora está nas mãos do governo”, advertiu Serafim. Na terça-feira, o pessoal da Educação fará protesto na escadaria da Alerj.

Mais R$ 1,5 bilhão para cofre do Rio

No mesmo dia em que anunciou a retomada das negociações com o funcionalismo, o governador Sérgio Cabral recebeu do governo federal boas notícias para o caixa do estado. Reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, acertou duas medidas para aliviar as finanças do Rio.

A primeira é a troca de títulos atrelados aos royalties do petróleo – Certificados Financeiros do Tesouro (CFTs) – por outros que farão com que o estado receba R$ 1,55 bilhão, até 2010, para o Fundo de Previdência do Estado do Rio de Janeiro. Ainda este ano, serão obtidos R$ 500 milhões. Ano que vem, o montante será de R$ 450 milhões. Em 2009, de R$ 400 milhões, e, em 2010, R$ 200 milhões.

A outra iniciativa é o alívio dos juros para o estado na hora de recorrer a recursos do Tesouro federal. Segundo Mantega, como o Rio não havia cumprido todas as regras da Lei de Responsabilidade Fiscal, a administração estadual paga 13% de juros ao recorrer à União. “Caso o governo Cabral mantenha o rumo do rigor fiscal, vamos retirar as penalidades e baixar os juros para 11,5%”, disse o ministro.

De sua parte, Cabral manifestou apoio à prorrogação da CPMF nos mesmos moldes atuais — contrariando a posição de governadores que pedem que as receitas da contribuição sejam divididas com estados e municípios.




Mais notícias...

 
últimas
14:07 - Rio
ONG indiana faz festival de ioga e meditação nas praias do Rio neste domingo

13:05 - Rio
Operação surpresa apreende animais em feira em Caxias

13:05 - Rio
Manifestação reúne 150 pessoas em defesa da permanência de menino de 8 anos no Brasil

12:38 - Rio
Homem é morto a tiros em Realengo

12:34 - Rio
Dois adolescentes são atropelados na Abolição

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho