O Dia Online
Publicidade Assine O Dia FM O Dia Expediente Classificados O Dia Fale Conosco   Busca
Rio
 CAPA
 O TEMPO NO RIO
 Epidemia de dengue
 Caramujos
 Cristo Maravilha
 Chefinho da Rocinha
 Fique Vivo
 Rio de Chinelos
 Buraco da Lacraia
 Blog da Segurança
 Força militar
 Mistura Interativa
 Samba de rede
 Pós-pop
Colunas
Parceiros
 
 
1/9/2007 23:53:00

Dor e revolta em mais quatro enterros

Amigos prestam solidariedade às famílias de vítimas do acidente entre dois trens em Austin

Rio - A Baixada Fluminense prestou neste sábado homenagem a quatro das oito vítimas que morreram quinta-feira no choque de trens em Austin, Nova Iguaçu. Os enterros do estudante Renan Pedrosa, da doméstica Rosana Teófilo, do aposentado José Marcelino da Silva e do trabalhador autônomo Heleno Paiva foram marcados por demonstrações de dor e saudade somadas à revolta contra a Supervia.

Os irmãos Gustavo, 9 anos, e Rafael, 7, enfrentaram a dor da perda materna e o temor de guardar uma imagem “triste” da mãe. “Ela ficou desfigurada”, contou a irmã Célia Teófilo,54.

Célia se emocionou ao lembrar que a irmã deixou as ferragens com vida, nos braços de um amigo. A família procurou um laboratório especializado em reconstituição de corpos para melhorar a aparência de Rosana. O enterro custou R$ 3 mil. “A Supervia não pagou nada”, reclamou o sobrinho Vanderlei Caldas, 33.

Protestos também marcaram o enterro de Renan, 18 anos. Filho único do casal Gilson Moreira, 43, e de Maria Aparecida Pedrosa, 40, ele se formaria como técnico de manutenção industrial no fim do mês e já tinha emprego garantido. Os pais, que não tiveram condições emocionais de acompanhar a cerimônia, no Cemitério de Queimados, precisaram ser amparados por parentes e amigos. Gilson revoltou-se: “A Supervia matou o meu filho”.

SEM INFORMAÇÕES

A família de José Marcelino contou, durante o enterro no Cemitério de Engenheiro Pedreira, que soube da morte do aposentado ao ver um jornal no chão com a foto dele. Ninguém procurou a família para avisar da morte. Prima do aposentado, Marlene da Silva, 55 anos, afirmou que a Supervia não deu assistência à família e, se não fosse um plano funerário privado, eles não teriam condições de pagar o sepultamento. O autônomo Heleno, 22 anos, foi enterrado no Cemitério de Olinda, Nilópolis.

Por meio de sua assessoria, a Supervia alegou que as famílias arcaram com as despesas “por opção deles”, porque decidiram entrar na Justiça contra a empresa. Nesta segunda-feira, a Polícia Civil vai inspecionar o centro de controle da concessionária.



Mais notícias...

 MATÉRIAS RELACIONADAS
Cinco vítimas do choque de trens permanecem internadas (3/9/2007 16:33:00)

Transportes cria comissão para apurar acidente ferroviário (3/9/2007 15:51:00)

SuperVia convoca vítimas de acidente para negociar indenizações (3/9/2007 14:50:00)

Acidente: Contraste sobre os trilhos (1/9/2007 20:23:00)

 
últimas
14:07 - Rio
ONG indiana faz festival de ioga e meditação nas praias do Rio neste domingo

13:05 - Rio
Operação surpresa apreende animais em feira em Caxias

13:05 - Rio
Manifestação reúne 150 pessoas em defesa da permanência de menino de 8 anos no Brasil

12:38 - Rio
Homem é morto a tiros em Realengo

12:34 - Rio
Dois adolescentes são atropelados na Abolição

» mais notícias  
Shopping
 
 
 
© Copyright Editora O DIA S.A. - Para reprodução deste conteúdo, contate a Agência O DIA.
O Dia Online | Agência O Dia | O Dia Comercial | O Dia Classificados
O Dia Assinatura | FM O Dia | Portal Mais | Promoções | Instituto Ary Carvalho