Rio - O comandante geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Angelo, falou na manhã desta terça-feira sobre o ataque de traficantes ao trem onde estavam autoridades federais e estaduais, ocorrido nesta segunda. Segundo ele, se a polícia tivesse sido avisada com antecedência sobre a viagem de trem dos ministros, medidas preliminares teriam sido tomadas e o episódio não teria ocorrido.
De acordo com o coronel, a decisão de seguir viagem foi do secretário de Transportes, Júlio Lopes. Ele explicou que a PM foi avisada por e-mail sobre a inauguração do trecho do acesso ferroviário ao Porto do Rio somente depois das 20h da quinta-feira passada. A mensagem era um convite para a cerimônia e também um pedido de policiamento reforçado somente para o local do evento, na Rua Monsenhor Manoel Gomes 370, Caju, Zona Norte.
Ainda de acordo com Ubiratan Angelo, a PM não foi informada sobre a viagem de trem até a estação Maria da Graça com antecedência e sim somente durante a inauguração. Por isso, o trajeto percorrido não teve policiamento reforçado e foi emitida a recomendação para que o governador e os ministros não participassem da viagem, por medida de segurança. "No local do evento nada aconteceu porque teve policiamento adequado", declarou.
O comandante disse que ainda não tem como saber se os bandidos que fizeram os disparos sabiam que autoridades estariam no trem. "Se a própria PM não sabia, não sei se eles teriam como saber", finalizou.
Por volta das 10h30 desta segunda, traficantes da Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, dispararam tiros contra dois vagões do trem em que estavam o ministro dos Portos, Pedro Brito, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, e o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes.
Quatro tiros e uma pedrada atingiram o trem, que é blindado. Ninguém ficou ferido, mas houve pânico entre os passageiros. Eles foram orientados a se jogarem no chão para se proteger dos tiros. À tarde, policiais ocuparam o morro, houve tiroteio e um homem morreu.
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