Rio - O transporte de passageiro vai bem das pernas na Praça General Santander, Barra da Tijuca. E não poderia ser diferente. Lá funciona há um mês o primeiro ponto de táxi-bicicleta do bairro. A corrida do eco-táxi, como o serviço é chamado, custa R$ 3 e R$ 5 (um e dois passageiros), para corridas até 10 quilômetros. Sábado, o Rio comemora o Dia Mundial sem Carro.
O serviço é o mesmo implantado quatro anos atrás em Paquetá. Na Barra, o ponto, com alvará da prefeitura, conta com três bicicletas para passageiros e uma para cargas. Há ainda corrida para turistas pelo Canal de Marapendi. O ciclista-condutor pedala sozinho na frente, movimentando o triciclo, dotado de molas na parte traseira. O pião — esfera que prende a corrente — possui 22 dentes (quatro a menos do que o tradicional). Com isso, o veículo ganha mais força nas pedaladas.
SERVIÇO APROVADO
No início, passageiros olhavam o novo transporte como “mico”. O veículo ecologicamente correto, porém, começa a conquistar o público. O ponto fica nos fundos do Barra Square e tem atraído principalmente moradores dos condomínios Parque das Rosas, Riviera e Mediterrâneo. “Em média, transportamos 30 passageiros por dia. Estamos ganhando confiança”, diz Thiago Barletta, 22 anos, gerente do serviço.
Os eco-taxistas já são chamados para levar estudante ao colégio. Daniela Siodaro, 22, andou pela primeira vez segunda-feira. “Vou para casa aqui perto. Achei legal a idéia”, diz. A aposentada Thereza Ribeiro, 69, aprova. “É ótimo. O eco-taxista é atencioso. Leva minhas compras até o elevador”, diz.
O “Dia Sem Carro” terá passeio ciclístico às 10h na Av. Delfim Moreira, Leblon. O Metrô e a SuperVia permitirão a entrada de bicicletas nas estações.