Rio - Com a surpreendente decisão do traficante Joni Marques de Viçoso, o JN, que se apresentou na 53ª DP (Mesquita) nesta quarta-feira como gerente-geral do tráfico na Favela da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense, a polícia intensificou as operações no morro para coibir o tráfico de drogas.
Ainda na noite desta quarta-feira, policiais do 20º BPM (Mesquita) detiveram um casal suspeito de participação no tráfico e apreenderam 173 sacolés de cocaína, uma trouxinha de maconha, 14 pedras de crack e R$ 17 em espécie. O material, de acordo com a polícia, não foi encontrado com o casal, que só foi levado para a 53ª DP (Mesquita) como testemunha.
Propina para PMs
Com medo de morrer, o ex-gerente do tráfico, aconselhado pela mãe e pela avó, preferiu ser preso e ainda levou para a delegacia 136 sacolés de cocaína para provar que não falava mentira. Ele denunciou que pagava propina de R$ 500 a patrulha do 20º BPM (Mesquita) para que os pontos de vendas de drogas funcionassem e revelou que comandava duas bocas-de-fumo, que faturam entre R$ 10 e R$ 20 mil por mês.
Segundo ele, o faturamento na favela quase sempre é de R$ 10 mil, mas a venda de crack dobra a arrecadação. O delegado Antonio Silvino Teixeira, titular da 53ª DP (Mesquita), vai investigar a denúncia de pagamento de propinas para tentar identificar os policiais envolvidos.