Rio - Robinho já havia sido preso em São Paulo, dia 22 de março de 2002, por policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE). Ele voltava de um banco, na cidade de Tatuapé, quando foi abordado, por volta do meio-dia. O traficante – que morava numa casa de classe média alta na cidade de São Bernardo do Campo – gritou várias vezes que estava sendo seqüestrado para tentar escapar.
No mês seguinte, ele foi libertado, no Rio, por força de habeas corpus concedido pela 6ª Vara Criminal. Insatisfeito com a sentença e preocupado com a alta periculosidade do bandido, o Ministério Público entrou no mês seguinte com pedido de prisão preventiva contra ele.
A residência em que o traficante vivia, na Rua das Graúnas, no Condomínio Parque dos Pássaros, tinha dois andares, piscina e garagem com dois carros. Homens da DRE afirmaram, na época, que uma casa como a dele, no mesmo local, estava avaliada em aproximadamente R$ 500 mil. Os policiais levantaram que o bandido tinha em seu nome uma transportadora com sede em São Bernardo do Campo. A suspeita é de que ele usasse a empresa para transportar maconha e cocaína da fronteira com o Paraguai e a Colômbia para São Paulo.
O condomínio não era fechado, mas a segurança era reforçada. Além de homens realizando rondas regulares de moto, havia várias casas com cerca elétrica em seus arredores. Robinho também tinha vizinhos ilustres, como o cantor Roberto Carlos e o ex-piloto Nelson Piquet. Logo após a prisão, quatro policiais voltaram à residência para procurar pistas, mas nada encontraram.
Os agentes suspeitavam que ele estivesse em São Paulo desde 1999. O mandado que atendeu à prisão foi expedido pela 20ª Vara Criminal.
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