Rio - No vôo de São Paulo ao Rio, Robinho Pinga falou para os policiais e para a equipe do DIA sobre sua trajetória. Com expressão tranqüila no rosto, parecia estar numa roda de debates. Mas não entrou em detalhes sobre seus negócios no tráfico. Lamentou não ter parado antes de ser preso e disse que devia ter seguido uma “missão religiosa” e se dedicado à família. Também analisou as últimas prisões dos líderes das facções criminosas e insinuou já ter pago pela liberdade a policiais corruptos: “A polícia, quando quer, prende, né?”. Robinho ainda lembrou que entrou para o tráfico recebendo os ensinamentos de Jorge Roberto da Silva Filho, o Robertinho de Lucas, que, preso em 1997, transferiu o domínio da área para ele, em Parada de Lucas. Antes, Robinho era só um ladrão que tinha os objetos que roubava tomados à força pelos traficantes da favela. Para ele, mesmo com a sua prisão, logo aparecerá outro Robinho Pinga. “Sai uma safra, entra outra.”
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