Márcia Brasil
Rio - Uma metralhadora com tripé, de fabricação estrangeira, estava sendo negociada pelo traficante Robson André da Silva, o Robinho Pinga, por 15 mil dólares (cerca de R$ 35 mil), dias antes de sua prisão, segundo investigações da Delegacia de Repressão a Armas e Entorpecentes (Drae). O bandido foi capturado sexta-feira, em Sorocaba, interior de São Paulo, por equipe da especializada com apoio de policiais paulistas. “Quando soubemos que Pinga estava prestes a aumentar seu arsenal, aceleramos o trabalho para prendê-lo”, explicou o delegado-titular da Drae, Carlos Alberto Oliveira.
Segundo fonte da Secretaria de Segurança, o arsenal de Robinho (armas, explosivos, minas terrestres e munição) na Zona Oeste está avaliado em R$ 1, 5 milhão. Robinho tem obsessão por armas. De acordo com Oliveira, o bandido não media esforços para comprar armamentos. “Ele usava o princípio da oportunidade. Mesmo quando não encomendava, sempre arrematava armas que lhe eram oferecidas. Funcionava na base do ‘tem, eu compro’. Além disso, a compra compulsiva de armas era usada como tática para impedir que facções rivais adquirissem armamento, impedindo o fortalecimento dos paióis dos inimigos”, contou.
A metralhadora cobiçada por ele é usada nas guerras para apoiar a Infantaria (pelotão de frente do Exército), primeira a invadir territórios inimigos. No conjunto de favelas de Senador Camará, controlado por Robinho, a metralhadora seria usada para evitar invasões de grupos rivais e combater a polícia.
Ao ser preso, Robinho admitiu ao delegado-titular da Drae que, encarcerado, perdeu o controle de seu ‘exército’.
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