Rio - O clima foi de muita apreensão na noite de sábado e durante todo o dia de domingo no reduto de Robson André da Silva, o Robinho Pinga, preso pela Polícia Civil na sexta-feira, em Sorocaba, interior de São Paulo. Nas favelas Rebu, Taquaral e Coréia e seus arredores, em Senador Camará, as pessoas evitaram sair de casa para comemorar com amigos e as crianças não foram para as ruas com seus presentes. Na noite de Natal, não houve queima de fogos nem disparos de fuzil, como costuma acontecer todo ano. A apreensão é pela expectativa de invasão por traficantes rivais, entre eles o ex-gerente e atual inimigo de Robinho, José Renato da Silva Ferreira, o Batata.
“Ouvi só uns dois tiros bem longe, por volta das 23h. Isso é incomum no dia 24, quando os criminosos sempre fazem festa. Foi um silêncio total. Está tranqüilo, sem guerra, mas o clima é sinistro. Ninguém sabe o que pode acontecer”, disse um morador, acrescentando que as ‘rondas’ feitas pelos bandidos em motos e carros continuam acontecendo na área: “Não sei se eles estão ‘trabalhando’ normalmente, ou se preparando para um possível ataque”. Outro morador, que também preferiu não se identificar, disse que as pessoas estão, inclusive, evitando falar sobre o assunto com vizinhos. “Só vejo aquelas conversas ao pé-do-ouvido, de botequim”, relatou, temeroso.
O comandante do 14º BPM (Bangu), coronel Romão Vilaça, garantiu que o policiamento continua reforçado nas favelas Rebu, Coréia, Cavalo de Aço, Jabour e Vila Aliança – ao longo da Avenida Santa Cruz, entre Senador Camará e Santa Cruz. “Agrupamos as patrulhas que fazem ronda na região com aquelas do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e dos Postos de Policiamento Comunitário (PPCs) da Vila Aliança e Jabour”. Equipe do DIA, porém, esteve no local e não viu veículos da PM.
Leia mais sobre o assunto no DIA DIGITAL