Rio - A Polícia Militar divulgou uma nota oficial, na manhã desta segunda-feira, sobre o confronto no Morro do Vidigal, em São Conrado, na Zona Sul. A PM afirma que o patrulhamento no local é constante e não acredita em invasão, mas sim em briga interna.
Segundo a nota, não foram verificadas marcas de tiros no entorno da favela, nem vestígio da passagem de um número grande de pessoas pela floresta. Também não há até o momento a constatação de marginais feridos ou mortos. As duas vítimas mortas eram moradores.
Confira a íntegra do pronunciamento:
"A assessoria de imprensa da Polícia Militar informa que já estava com policiamento no entorno e na parte interna da comunidade do Vidigal, sendo muito pouco provável que tenha havido invasão tanto pela mata, quanto pela via principal (Avenida João Goulart).
A princípio, os indícios coletados pelo Cmt do Batalhão até o momento, apontam para um desentendimento entre marginais da lei que tentam subjugar os moradores da favela mencionada e que diuturnamente são combatidos pela Polícia Militar, através de operações com prisões e apreensão de armas.
Não há vestígio da passagem de um número grande de pessoas pela floresta e seria difícil a entrada de marginais em dois ou três veículos como foi ventilado inicialmente, tendo em vista a contenção com homens e viaturas na base do citado logradouro público. Tão logo houve o conhecimento do entrevero, o Batalhão de Operações Policiais Especiais foi acionado, fazendo diversas incursões na favela e arredores, não encontrando nada de irregular.
Indícios também importantes são, o funcionamento do comércio, fato não observado quando há qualquer problema vindo de fora da comunidade. Além disto os policiais militares não verificaram marcas de tiros no entorno do foco da ocorrência de sábado para domingo e não há até o presente momento a constatação de marginais feridos ou mortos.
O comandante do Batalhão, com apoio da Companhia Independente de Cães e do Batalhão de Polícia Florestal e de Meio Ambiente, continuará por determinação do coronel Hudson de Aguiar Miranda a realizar operações no entorno da comunidade e no seu interior, objetivando encontrar vestígios que apontem o local de homizio (esconderijo) dos marginais que de forma criminosa atiraram contra inocentes."