Rio - Roberto de Souza Ferreira, o Betão, irmão de Antônio José de Souza Ferreira, mais conhecido como Tota, chefe do tráfico no Complexo do Alemão, em Ramos, na Zona Norte, foi morto nesta quarta-feira durante troca de tiros com policiais do 16º BPM (Olaria).
Segundo a PM, os policiais faziam patrulhamento na comunidade quando entraram em confronto com um grupo formado por 12 traficantes, tendo à frente Betão. Houve intensa troca de tiros na Rua Joaquim de Queiroz, após o Largo do Bolufa. Além de Tota, também foi morto Márcio dos Santos, o Kengão, gerente do pó de R$ 8.
Os homens chegaram a dar entrada no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte, mas não resistiram aos ferimentos. Com eles, foram encontradas duas armas.
Foram apreendidos uma pistola Glock 9 mm, um revólver calibre 38, 150 trouxinhas de maconha, 200 trouxinhas de cocaína e uma mochila. Os demais bandidos fugiram.
De acordo com informações do tenente-coronel José Luiz Nepomuceno, comandante do 16° BPM, os traficantes percorriam os pontos de venda de drogas na Rua Joaquim de Queiroz, no Largo da Morte e no Largo do Coqueiro, quando houve o confronto com os soldados, que faziam patrulhamento a pé.
Há informações de que soldados também faziam operação na favela para retirar as barreiras feitas pelos bandidos para tentar evitar a entrada da polícia na comunidade.
O bando de Tota e Betão é responsável pelo ataque a tiros à Escola Municipal Henrique Foréis, na Rua Professor Manoel Maurício, acesso ao Morro da Fazendinha, em Inhaúma, no dia 7 de junho, quando policiais militares faziam patrulhamento na área. Dezesseis crianças e adolescentes que estavam no interior do estabelecimento de ensino ficaram feridos.
Segundo a polícia, os traficantes também roubam veículos no entorno do Complexo do Alemão, nos bairros de Inhaúma, Engenho da Rainha, Bonsucesso, Ramos, Olaria e Penha.