Rio - Estudo feito pela Prefeitura do Rio e divulgado nesta quinta-feira fez um levantamento sobre as condições de vida das 1.682 pessoas que vivem nas ruas de 13 áreas do Rio de Janeiro. Durante quatro meses e meio, 396 profissionais da Secretaria Municipal de Assistência Social percorreram os mais diferentes bairros - com excessão da Barra da Tijuca, que possui características muito particulares - para mapear e identificar os mendigos.
Concentração no Centro
Segundo a pesquisa, a área mais habitada é a região central. No complexo Central do Brasil, Campo de Santana, Avenida Rio Branco, Largo da Carioca, Praça XV e Praça da Cruz Vermelha, vivem 372 pessoas. Em segundo lugar está a Avenida Presidente Vargas, com 199 moradores de rua. Copacabana, na Zona Sul, fica em terceiro com 170 mendigos.
Homens lideram
Dos 1.682, 80,30% são homens e 19,70 são mulheres. A maioria (63,53%) é composta por adultos (25 a 64 anos). População adolescente (12 a 17 anos) vem em seguida com 10,84%. Os jovens (18 a 24 anos) representam 10,60%, os idosos (a partir de 65 anos), 3,65% e as crianças (até 11 anos) fecham a escala da faixa etária com 3,53%.
Desemprego é a maior causa
Entre as inúmeras causas da permanência dessas pessoas nas ruas estão o desemprego, com 30,24%, e os conflitos familiares, com 24,36%. Parcela de 32,18% não soube informar o motivo.
Maioria não é do Rio
A maior parte dos mendigos, 35,39%, ficam nas ruas de seis meses a cinco anos, mas há casos de 10 anos ou mais. A origem dessas pessoas é difusa. Contudo, o que chama a atenção é que apenas 23,19% dos entrevistados são do município de Rio de Janeiro. A outra parte se divide entre 14,21%, que disse ser de outras cidades do estado do Rio, e 27,40%, que são os moradores de outros estados do Brasil e até de outros países. Entre os moradores de rua da cidade ainda estão um argentino e um italiano.