Rio - Velocidade alta, só em competições de automobilismo. O alerta veio de pilotos de Stock Car que ontem fizeram campanha educativa sobre segurança no trânsito na orla de Copacabana. Domingo, na reabertura do Autódromo de Jacarepaguá, também vão correr com o adesivo do FIQUE VIVO grudado nos carros.
‘Quer correr? Vai pra pista (profissional)!’ foi a mensagem que os pilotos Cláudio Caparelli (campeão das Mil Milhas 2006 e da Categoria 4 do Campeonato Brasileiro de Endurance), Lucas Molo (Bicampeão de Endurance 2004 e 2005) e Nelson Silva Júnior levaram para quem passeava na praia ontem. Para fisgar a atenção de quem passava, a equipe carioca Tekprom demonstrou a potência de seus carros. Depois, esclarecia os curiosos sobre o perigo que a direção irresponsável pode trazer aos motoristas.
“Álcool no volante é 99% de risco de acidente. Acho que a pessoa que bebe e dirige deve ser presa porque coloca em risco a vida das pessoas na rua”, afirmou o piloto Cláudio Capparelli.
Durante a corrida, domingo, a CET-Rio e a equipe de pilotos continuarão a campanha pela paz no trânsito com cartazes e panfletos.
Por uma legislação mais rigorosa
Apaixonado por velocidade, o piloto Cláudio Caparelli destacou que existem opções disponíveis para aqueles motoristas que, como ele, gostam de acelerar. “Hoje em dia existem muitos eventos que permitem que os motoristas não-federados possam correr com seu próprio carro nas pistas apropriadas. O objetivo é tirar quem gosta de correr das ruas”, explicou Cláudio, que aproveitou para criticar as leis de trânsito brasileiras.
“Elas (as leis) poderiam ser bem mais rigorosas com esses motoristas que insistem em dirigir alcoolizados, e em alta velocidade”, concluiu o piloto. Ele aderiu à campanha FIQUE VIVO e vai disputar a etapa carioca de Stock Car, domingo, com o adesivo colado em seu carro para intensificar a mensagem ‘se beber, não dirija’.
“Em época de preparação para a corrida, só bebemos água e suco de laranja”, comentou o piloto Lucas Molo, que também decidiu se dedicar à educação no trânsito: “Queremos ajudar a evitar que novas tragédias aconteçam. Mas acho que tudo depende também da consciência de cada um”.