RIO - Virou mistério a origem do disparo que atingiu pacote de pão de forma comprado, terça-feira, pela dona-de-casa Maria Lúcia da Costa, 53 anos, em supermercado da Rua Maxwell, Andaraí. O recheio explosivo causou revolta não só à família de Vila Isabel, que denunciou o caso, que retrata o absurdo da violência no Rio, mas também ao fabricante do pão e aos clientes do mercado.
Tão logo soube da bala perdida que furou o pacote, a empresa Golden Vital providenciou vistoria no caminhão-baú que saiu da fábrica, em Nilópolis, com o lote do produto comprado pela família. Apesar de passar pela Avenida Brasil, via margeada por favelas, o caminhão não apresenta nenhuma perfuração.
“Nem posso imaginar como essa bala foi parar no meio do pão, mas é impossível que isso tenha acontecido aqui na fábrica. Além do controle de qualidade, a segurança não tem acesso à área de produção e há detectores de metais e câmeras espalhados pela empresa. Também verificamos o depósito de materiais e a área de produção. Não há nenhuma marca de tiro ou perfuração por bala”, afirmou o gerente comercial, Orlando Oliveira.
O gerente do supermercado, Carlos Sampaio Junior, descartou que o projétil possa ter atingido o pacote de pão nas dependências da loja, mas confirmou que a área para retirar a carga é aberta. “O pátio não tem cobertura, mas temos um muro de mais de cinco metros e prédios altos que funcionariam como paredes para o Morro dos Macacos.”