Rio - Foi oficializada, na tarde desta segunda-feira, a parceria entre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias da Assembléia Legislativa do Rio e o Ministério Público estadual. O procurador-geral de Justiça, Marfan Martins Vieira, o presidente da CPI da Alerj, deputado Marcelo Freixo (PSol), o relator, deputado Gilberto Palmares (PT), e o deputado Paulo Ramos (PDT), membro da comissão, estiveram na reunião.
Após ter confirmada a possibilidade de auxílio de promotores de varas regionais nos trabalhos da CPI, Freixo entregou a Marfan dois ofícios solicitando o envio à CPI de informações já levantadas pelo órgão sobre as milícias. "Buscamos com isso colher todas as informações que órgão possui sobre o tema. Isto, somado à parceria com os promotores das regiões onde estas milícias atuam, dará muito material para a nossa investigação", disse Freixo.
Durante o encontro, os parlamentares discutiram e analisaram com o procurador as diferentes formas de atuação das milícias no estado, salientando os pontos que eles consideram mais críticos. Para o deputado Gilberto Palmares, empresas que atuam nos ramos explorados ilegalmente pelas milícias também precisam ser responsabilizadas.
"É preciso que se chamem à responsabilidade as grandes empresas que atuam com gás, por exemplo, que não prestam o serviço, ou prestam um mal serviço, nestes locais, abrindo espaço para este tipo de mercado ilegal. É um absurdo que empresas como a Ultragás forneça alguns botijões para um grande depósito que acaba fornecendo o gás para as milícias", denuncia.