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16/09/2008 01:30:00

Isqueiros alvo de blitz

Começa hoje fiscalização motivada por queimaduras de jovem

Fabiana Paiva


Rio - Quase 10 dias após uma adolescente de 17 anos sofrer queimaduras em 50% do corpo ao acender um isqueiro, como O DIA noticiou sexta-feira, o Instituto de Pesos e Medidas do Rio de Janeiro (Ipem-RJ) começa hoje uma megaoperação no Rio e Niterói para checar se os produtos estão dentro das normas de segurança.

O Ipem explica que os fiscais só farão as blitzes em estabelecimentos comerciais, e não em camelôs, onde Paula Castro Cunha comprou o isqueiro que causou o acidente, no dia 7. Só órgãos de combate à pirataria são responsáveis por inspecionar a venda no comércio ambulante.

“Os fiscais vão verificar se os isqueiros possuem o selo do Inmetro, informações de segurança e de uso correto, evitando acidentes como o ocorrido com a adolescente”, explicou a presidente do Ipem-RJ, Soraya Santos.

Os produtos que não estiverem dentro das normas serão apreendidos e destruídos pelo instituto. Já o proprietário poderá ser multado em até R$ 2 mil.

Com queimaduras de segundo e terceiro graus no tórax, abdômen e coxas, Paula ainda não tem previsão de alta do Hospital das Clínicas de Niterói. Segundo a assessoria da unidade, os médicos não descartam a hipótese de ela precisar de enxerto e cirurgias reparadoras.

A cada dois dias, a adolescente é levada ao centro cirúrgico para passar por raspagem nos ferimentos e troca dos curativos. Apesar de o procedimento ser bastante doloroso, ela continua bem-humorada e brinca: “Isqueiro nunca mais. Fumar, agora, só com fósforos”.

Maternidade para evitar infecções

Apesar da melhora, o estado de saúde de Paula ainda inspira cuidados. Para evitar infecções, ela foi afastada de áreas onde há pacientes graves e instalada em um quarto na ala da Maternidade.

O acidente com o isqueiro comprado em um camelô de Niterói, onde Paula mora, aconteceu no último dia 7. Ela tentava acender um cigarro em casa quando suas roupas pegaram fogo.

A mãe dela, Ivonete Truda, 50 anos, só descobriu que a filha fumava depois do acidente. Ela acredita que, como estava no bolso, o isqueiro deve ter vazado gás.

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