Rio - O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, e o procurador-Geral de Justiça do Rio, Marfan Vieira, falaram nesta tarde sobre a Operação Uniforme Fantasma, que foi deflagrada na madrugada desta quinta-feira em 17 municípios. A ação teve o objetivo de desbaratar quadrilhas locais que atuam fraudando licitações e se apropriando de dinheiro público.
"Foram dez meses de investigação. Ela se deu a partir de informações que foram encaminhadas ao Ministério Público, pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, noticiando a existência de movimentações financeiras muito elevadas, que consistiam, basicamente, na emissão de cheques pela prefeitura de Magé. Eles eram repassados a uma determinada empresa de pequeno porte. Esta começou a receber valores muito elevados, de quase R$ 1 milhão. Os valores eram estranhamente creditados na conta dessa empresa, sacados e retirados em dinheiro. O fato estava ligado a licitações de uniformes escolares que não eram entregues", explicou Marfan.
De acordo com Marfan, são quatro ramificações de quadrilhas que fraudavam licitações, desviavam verbas públicas ilicitamente direcionadas para as ONGs, e fornecimento de equipamentos hospitalares de radiologia para municípios.
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, salientou que a secretaria tem uma participação importante, no que diz respeito à análise do material produzido. Beltrame garantiu que os órgãos do estado estão trabalhando em parceria contra a criminalidade e que as operações vão continuar.
Na operação foram identificados os crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato e crime contra a Lei de Licitações. O prejuízo causado aos cofres público do estado pode chegar a R$ 100 milhões. A operação teve a finalidade de cumprir 28 mandados de prisão temporária e o de realizar 60 buscas e apreensões decorrentes de ordem judicial. Elas foram expedidas pelo juiz criminal de Magé, embora envolvam outros 17 municípios.