Rio - Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro aceitaram, por unanimidade (21 votos a 0), a denúncia de formação de quadrilha e resistência qualificada contra o deputado estadual Natalino Guimarães e outros cinco suspeitos de integrar a milícia Liga da Justiça, que atua na zona oeste da capital fluminense.
Além de Natalino, foram denunciados o ex-PM Luciano Guimarães, sobrinho do parlamentar, Júlio César Pereira da Costa, assessor de Natalino, o cabo da PM Rogério Alves de Carvalho, Fábio Pereira de Oliveira, o Fábio Gordo, e o PM Moisés Ferreira Maia, o Chopão.
O grupo segue agora para a penitenciária federal de Campo Grande (MS), onde já se encontrava preso. O advogado Roberto Vitagliano pediu à relatora do processo, Maria Henriquieta Lobo, que a família de Natalino pudesse ter alguns minutos a sós com o deputado. Ela negou o pedido, alegando que a segurança dos suspeitos ficaria ameaçada.
A vereadora eleita Carminha Jerominho afirmou que o seu tio, Natalino, está sendo vítima de perseguição política e que sua prisão teria sido armada. "Foi forjado. Todos os vizinhos viram. A Justiça daqui está sendo induzida ao erro", disse.
Pelo menos 14 homens fizeram a segurança dos suspeitos, com o apoio de dois carros blindados. Na saída do Tribunal de Justiça, parentes dos acusados chegaram a abraçá-los, inclusive o filho pequeno de Fábio Gordo, que chorou ao se despedir do pai.
Natalino foi preso em flagrante em julho deste ano, na sua própria casa, enquanto se reunia com supostos integrantes da milícia. Ele havia sido destituído do cargo de inspetor da Polícia Civil sob a acusação de ser o líder do grupo criminoso junto do irmão Jerônimo Guimarães, o vereador Jerominho (PMDB).
Daniel Silva Gonçalves, do Terra