Rio - O Detran divulgou, nesta segunda-feira, um levantamento inédito que lista as 32 vias com maior índice de acidentes e o quantitativo de infrações de cada local. Nelas, somente em 2007, morreram 321 pessoas e outras 4.520 ficaram feridas. Os números mostram que a Avenida Brasil é a mais perigosa: nos seus 58 quilômetros, 131 motoristas e passageiros perderam a vida e 1.363 ficaram feridos em acidentes registrados entre janeiro e dezembro do ano passado.
A divulgação das principais ruas e avenidas e estradas que cortam o município do Rio e que compõem o mapa da morte, segundo o presidente do Detran, Antônio Francisco Neto, serve para alertar o motorista sobre os pontos mais perigosos do trânsito e conscientizá-lo sobre a necessidade de assumir uma mudança de atitude.
"Nossa intenção é alertar a todos sobre os pontos mais críticos, para que haja uma mudança de atitude e o número de vítimas seja reduzido. Por isso, temos insistido maciçamente também na campanha Imprudência, Não, amplamente divulgada na imprensa e nas estradas, por outdoors", afirmou o presidente do Detran.
De acordo com o relatório, a segunda via mais violenta é a Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, com 31 óbitos e 454 feridos, seguida da Avenida Presidente Vargas, no Centro, com 15 mortes e 252 feridos, e a Avenida Cesário de Melo, na Zona Oeste, com 15 óbitos e 201 feridos no ano de 2007.
Estatísticas do Detran mostram que sete pessoas morrem por dia no trânsito do Rio. Para a coordenadora de Estatísticas do órgão, Alda Araújo, o número de óbitos pode ser ainda maior, já que muitos feridos morrem em hospitais e não entram na conta.
"Em 2007, 35 mil pessoas ficaram feridas no trânsito em todo o Estado do Rio e outras 2.500 morreram. Mas o número oficial pode chegar a 2.800, 8,1% a mais que em 2006", explicou Alda.
O grande volume de multas aplicadas a motoristas nas 32 vias incluídas no relatório do Detran prova que as infrações ainda não ajudam a salvar vidas. A Avenida das Américas é a campeã, com 103.960, seguida pela Presidente Vargas (88.232), Brasil (46.633) e Vieira Souto (40.339), na Zona Sul.
"Multa e arrecadação não se traduzem em educação no trânsito. É preciso maior consciência de todos", alertou Neto.