Rio - O Detran-RJ divulgou ontem lista de 2.645 CPFs de motoristas que tiveram o direito de dirigir suspenso por até um ano e outros 5.781 que também já atingiram 20 pontos na carteira ou cometeram infração gravíssima, mas ainda podem recorrer da punição. Todos os condutores serão comunicados por meio de cartas. O prazo de entrega da habilitação para quem não tem mais como recorrer é de 48 horas após receber a notificação. Desde o ano passado, 8.349 condutores já perderam o direito de dirigir, mas só 775 foram ao órgão entregar o documento.
Confira a lista dos motoristas que deverão entregar a CNH
Confira a lista dos motoristas que ainda podem recorrer
Além de deixar a carteira na sede do Detran (Avenida Presidente Vargas 817, Centro do Rio), o infrator deve passar por curso de reciclagem oferecido gratuitamente pelo estado e passar por prova teórica.
SEM ESCAPATÓRIA
O coordenador de julgamento de condutores do Detran, Flávio Horta, avisa que não adianta fugir. O aviso de suspensão fica no sistema do Detran, e quando o motorista vai renovar a carteira ou trocar de categoria, por exemplo, é impedido de fazê-lo. “Uma hora ou outra, ele vai ter que cumprir a pena”, afirma Horta.
A partir da notificação de suspensão, o motorista tem 30 dias para questionar a soma dos pontos, mas não o mérito das multas. Ou seja, o condutor pode alegar que o carro foi roubado ou que a troca de real infrator não foi computada no sistema. Para recorrer, basta comparecer a qualquer posto do Detran no estado, com carteira de identidade, CPF e comprovante de residência e apresentar as razões do recurso.
Quem insistir em dirigir com a habilitação suspensa pode ter o carro apreendido e ser multado em R$ 957. O tempo sem a carteira aumenta também e pode chegar a até dois anos. Atualmente, o Detran tem cerca de 29 mil processos de cassação de carteira. Nos próximos 15 dias, o órgão planeja divulgar nova lista com mais 14 mil pessoas que podem ser castigadas com a suspensão do direito de dirigir devido ao excesso de pontos na carteira. Esses, no entanto, ainda terão a chance de recorrer.