CPI das Milícias elabora lista de políticos do Estado que foram eleitos com apoio de paramilitares
Rio - O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, deputado Marcelo Freixo (PSOL), informou ontem que já está, junto com a Secretaria de Segurança, elaborando a lista de políticos do Estado que podem ter sido eleitos com o apoio de milícias, como antecipou ontem a coluna Informe do Dia. Além de políticos do município, são investigados vereadores da Baixada Fluminense, em especial de Duque de Caxias e Nova Iguaçu.
Apesar do levantamento não ficar pronto a tempo dos envolvidos serem convocados para depor na CPI, Freixo diz que pretende que as investigações continuem depois do fim da comissão. “O objetivo é abrir um canal para que o Ministério Público (MP) e a Secretaria de Segurança possam abrir investigações nesse sentido”, diz o deputado, que preferiu não adiantar os nomes dos políticos que serão listados.
Freixo lembra que indícios do apoio de milícias a políticos são relativamente novos na Baixada, em relação às milícias da Zona Oeste da capital: as primeiras suspeitas remontam às eleições de 2006, enquanto, na Zona Oeste, a prática já acontece há cerca de oito anos.
Se a relação dos políticos da Baixada eleitos e envolvidos com milícias ainda está sendo formulada e os nomes estão sendo mantidos em sigilo, na capital, os políticos eleitos este mês são investigados mais abertamente na CPI das Milícias.
ELEITOS SOB INVESTIGAÇÃO
Entre eles está o sargento do Corpo de Bombeiros Cristiano Girão (PMN), acusado de chefiar milícia na Gardênia Azul. Sua eleição chegou a ser tema de reunião de Freixo com o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame.
Já a vereadora eleita Carmem Glória Guinâncio Guimarães, a Carminha Jerominho (PT do B), ficou mais de 40 dias presa após a Operação Voto Livre, da Polícia Federal, sob acusação de formação de curral eleitoral e participação na milícia ‘Liga da Justiça’.