Rio - Outro possível indício da ligação entre a morte de Jorge e a ação de grupos paramilitares em Itaguaí está na discussão que ocorreu na semana passada em uma reunião na sede da Associação Comercial da cidade.
Participaram líderes comunitários e representantes da Polícia Militar, Prefeitura e Ministério Público. “Na reunião parece que houve uma indisposição porque o Jorge fez acusações sobre o envolvimento de milícias com líderes comunitários”, conta Wilson Fernandes. A vítima seria uma liderança muito conhecida em Itaguaí. Chegou a ser candidato a cargo político na década de 90.
Em um mês, já é o segundo incidente envolvendo grupos paramilitares no município. No dia 1º de agosto, o cabo Anderson Daniel da Silva, lotado no Batalhão Prisional, e Salomão Alves de Souza foram presos em flagrante no bairro Teixeira acusados de torturar dois jovens envolvidos com tráfico de drogas na região.
Segundo o delegado Nilton Gama, os torturadores seriam milicianos. Na unidade, há ainda informes de presença de grupos paramilitares atuando nos bairros do Engenho e Brisamar.